A estudante de Odontologia Ana Júlia Cortez da Guia, de 20 anos, recebeu alta do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) após permanecer internada desde o grave acidente sofrido na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá. A informação foi comunicada pelo pai da jovem em uma mensagem enviada a um grupo da família.
Segundo ele, Ana Júlia permaneceu 14 dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e outros quatro dias na enfermaria antes de ser liberada para continuar a recuperação em casa. Na mensagem, o pai agradeceu as orações e o apoio recebido durante o período em que a filha esteve hospitalizada.
Ele contou ainda que Ana Júlia continua confusa e sem se lembrar de diversos acontecimentos, consequência do traumatismo cerebral sofrido no acidente. Segundo orientação repassada à família pelo neurologista que acompanha a estudante, o quadro é compatível com a gravidade das lesões e a recuperação deverá ocorrer de forma gradual.
“Agora é um passo a passo e depende muito dela e de nós, família, para restabelecer sua saúde e vida cotidiana”, escreveu o pai.
Luta pela vida
Ana Júlia sofreu o acidente no dia 15 de setembro, quando perdeu o controle do Fiat Mobi que dirigia e bateu contra um poste na Avenida Miguel Sutil, em frente ao Shopping Estação, em Cuiabá. Ela seguia para o estágio de Odontologia quando ocorreu a colisão.
Com o impacto, a estudante ficou presa às ferragens e precisou ser retirada do veículo pelo Corpo de Bombeiros. Ela sofreu traumatismo craniano, fraturas nos dois braços e em três costelas, além de lesões no pulmão, hematoma e hemorragia cerebral.
Nos primeiros dias de internação, o pai chegou a revelar que a filha tinha apenas 5% de chance de sobreviver. Posteriormente, a família recebeu a informação de que as chances haviam aumentado para 35%.
Diante da gravidade do quadro, Ana Júlia também passou por exames para avaliar uma possível morte encefálica. Uma tomografia realizada no dia 17 não apontou sinais da condição.
A recuperação avançou nos dias seguintes. Em 21 de setembro, a estudante foi extubada e passou a reagir positivamente ao tratamento. Depois, passou por cirurgia para tratar as fraturas nos braços, deixou a UTI e foi encaminhada à enfermaria.
Mesmo com a alta hospitalar, a jovem continuará em processo de recuperação, principalmente em razão das consequências neurológicas provocadas pelo acidente.

























