A vereadora Maysa Leão (Republicanos) afirmou nesta quinta-feira (09.04), na Câmara Municipal de Cuiabá, que sofreu ameaças e pressões políticas, denunciando que seu partido foi “sitiado” durante o processo da janela partidária, encerrada em 3 de abril. Segundo ela, os episódios evidenciam tentativas de silenciar seu posicionamento público.
Em seu pronunciamento, Maysa relatou uma série de perseguições políticas e judiciais: três pedidos de cassação no Parlamento; denúncias arquivadas pelo Ministério Público Estadual (MPE); acompanhamento e ameaças diárias nas ruas; e um processo movido por um deputado, cujo nome não foi citado, com o objetivo de “banir” suas redes sociais.
“A silenciação da minha voz é o objetivo daqueles que se incomodam com uma mulher atuando para abrir caminhos”, disse a vereadora.
Ela também relatou ter recebido telefonemas de pessoas que presenciaram irregularidades durante o encerramento da janela partidária, incluindo suposta pressão sobre o partido Republicanos.
“Neste último final de semana, quando foram fechadas as janelas eleitorais, recebi telefonemas de pessoas que nem imaginava, dizendo: ‘Eu sinto muito pelo que você passou, pelo que você viu, pela invisibilidade que seu trabalho tem diante de quem tem poder de decidir’. Eu vi a caneta sendo apertada às 23h39, fora do horário. Eu vi um partido, o qual tenho profundo respeito – sou Republicana de coração – sendo sitiado, mas não vou desistir!’”, relatou Maysa.
Após o fim da janela, o Republicanos se tornou a maior bancada da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), com cinco representantes: Valmir Moretto, Diego Guimarães, Paulo Araújo, Nininho e Dr. Eugênio. Os dois primeiros foram eleitos pelo partido em 2022 e permaneceram na legenda.
O atual governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, é pré-candidato à reeleição pelo Republicanos, partido comandado no Estado pelo ex-deputado federal Adilton Sachetti.




























