A coleta de lixo em Várzea Grande enfrenta mais um impasse após nova decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Trabalhadores da Locar Saneamento Ambiental S.A. anunciaram, na manhã desta segunda-feira (12), a paralisação das atividades até que a Prefeitura de Várzea Grande se posicione oficialmente sobre a ordem de serviço para o início da limpeza urbana.
No plantão judiciário de sábado (10), o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, revogou a própria decisão proferida na sexta-feira (9), que havia retirado a Locar da coleta de lixo do município após recurso apresentado pela Prefeitura. A coleta de resíduos em Várzea Grande é alvo de disputa judicial entre a Locar e o Consórcio Pantanal.
Após a decisão de sexta-feira, a Prefeitura publicou a Ordem de Serviço nº 001/2026, autorizando o Consórcio Pantanal a iniciar um contrato emergencial para a coleta de lixo. O documento previa o início imediato dos serviços no sábado (10), incluindo coleta, transporte e destinação final dos resíduos sólidos.
Com a nova decisão judicial, um dos líderes dos trabalhadores da Locar, identificado como Raul, gravou um vídeo na garagem solicitando a presença do secretário municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Gerson Scarton, para esclarecer a situação.
“Os trabalhadores decidiram parar o serviço até que o secretário Gerson venha aqui na garagem da Locar”, afirmou.
Segundo ele, os funcionários saíram de casa para trabalhar, mas permanecem inseguros diante da indefinição. “Se amanhã a Pantanal voltar a assumir, os trabalhadores vão cruzar os braços, até que exista uma situação concreta, se o contrato será por um ano, cinco anos ou um mês”, disse.
Raul ressaltou que o impasse afeta diretamente os trabalhadores, que precisam de segurança quanto à continuidade do emprego, além de causar prejuízos à população. “Que o secretário venha aqui, porque enquanto ele não vier, a coleta não vai rodar hoje”, reforçou.
A Locar informou que está pronta para retomar imediatamente o serviço, com toda a estrutura operacional disponível, mas afirma que necessita de uma ordem formal da Prefeitura para garantir segurança jurídica. A empresa notificou o Município de que retomaria a coleta nesta segunda-feira, porém não obteve resposta.
Em nota, a Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana informou que foi notificada judicialmente na manhã desta segunda sobre a determinação de retomada da prestação do serviço pela Locar.
Segundo a pasta, por se tratar de decisão judicial, não cabe ao Município deliberar sobre sua execução.
“Assim, conforme determinação do Poder Judiciário, a empresa deve restabelecer integralmente o serviço, independentemente de ato administrativo adicional”, diz trecho da nota.
Veja o vídeo:
























