ELEIÇÕES 2026

Primeiro evento de Nilson Leitão no comando do PP marca apelo por união e respeito às candidaturas

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O primeiro evento oficial de Nilson Leitão após assumir a presidência do Partido Progressistas em Mato Grosso (PP-MT) serviu como palco para uma mensagem de unificação interna e reorganização partidária. Recém-empossado, Leitão fez questão de reforçar que sua gestão será pautada pelo diálogo e pelo respeito às ambições políticas de todos os filiados, num momento em que o partido enfrenta tensões geradas pela movimentação eleitoral do senador Jayme Campos (União Brasil).

Diante de lideranças estaduais, Leitão destacou que o Progressistas passa por uma fase decisiva, com debates internos sobre 2026 e disputas por espaço entre nomes influentes da política mato-grossense. Ainda assim, o novo presidente reafirmou que ninguém deve ter suas pretensões interrompidas antes da hora. Ele citou o peso político da sigla e exaltou a qualidade de seus quadros, mencionando o governador Mauro Mendes, o senador Jayme Campos e a senadora Margareth Buzetti.

“Nós não queremos perder ninguém na estrada. O calendário nos permite não tirar sonho de ninguém. Todo mundo deve sonhar, lutar e buscar o que anseia”, afirmou Leitão. Segundo ele, seu papel será o de “equilibrar interesses”, conduzindo a sigla com serenidade até as convenções partidárias. “Sou apenas um colaborador. O presidente é aquele que ajuda a argumentar, equilibrar e dialogar. Até julho, se Deus quiser, estará tudo organizado”, completou.

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Ao mesmo tempo em que Leitão buscava acalmar os ânimos, outro capítulo da disputa interna veio à tona. O governador Mauro Mendes voltou a minimizar a pressão feita por Jayme Campos para oficializar sua pré-candidatura ao governo. Mendes afirmou não ter recebido nenhum posicionamento formal e reforçou que ainda é cedo para definições: “Qualquer filiado pode falar que é candidato. Isso é definido nas convenções. 2026 está muito longe. Não sofro por antecipação”.

Enquanto isso, nos bastidores, cresce a percepção de que parte da federação União Progressista — formada por PP e União Brasil — se inclina mais ao nome do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para a disputa estadual.

Jayme insiste na pré-candidatura e eleva o tom

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Jayme Campos reafirmou que não abrirá mão de disputar o governo, mesmo diante da resistência interna. Aos 74 anos, afirmou que apresentará seu nome “no momento oportuno” e que seu histórico político “fala por si só”.

“Não abro mão da minha candidatura. Doa a quem doer”, declarou o ex-governador de Mato Grosso, que comandou o Estado entre 1991 e 1995.

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Apesar da contundência, Jayme disse que fará o movimento com “humildade” e que considera estar preparado para liderar o estado novamente.

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