O vereador Chico 2000 (PL) admitiu nesta terça-feira (23), que sua carreira política pode estar próxima do fim. Apesar da longa experiência no cenário público, ele afirmou que não pretende estender a vida parlamentar nas próximas eleições, mas sinalizou deixar um “herdeiro político”, seu neto Pablo, caso ele decida seguir a vida pública. O atual mandato do parlamentar vai até 2028.
“O meu futuro político, eu acho que está próximo do fim, mas quem cuida da minha vida, do meu destino, das minhas ações, é Deus. Eu também achei que o mandato anterior era o último, e Ele me oportunizou mais esse. Mas, por mim, eu acho que esse é o último”, disse.
Com cinco mandatos consecutivos, Chico 2000 é um dos vereadores mais longevos da Câmara de Cuiabá. Eleito para primeiro mandato nas eleições de 2008, ele chegou a presidir a Câmara Municipal de Cuiabá no biênio 2023-2024.
Em conversa com jornalistas, Chico destacou que não tem filhos interessados em ocupar cargos públicos. No entanto, revelou que vê potencial no neto, a quem descreveu como alguém preparado e leal.
“Na verdade, existe sim. Eu tenho meu neto, que é um jovem bastante preparado, esforçado, leal, mas ele precisa buscar esse caminho através de ações dele, de um trabalho dele. O máximo que eu posso vir a conseguir fazer é ajudá-lo, orientando, acompanhando, pedindo, é o máximo que eu posso fazer. Mas essa é uma caminhada dele”, afirmou.
Polêmica e afastamento
A fala de Chico 2000 abre espaço para especulações sobre o futuro da sua atuação na política, após seu afastamento da Câmara em razão da Operação Perfídia, deflagrada pela Polícia Civil em abril de 2025.
Na ocasião, Chico e o vereador o vereador Sargento Joelson (PSB) foram acusados de receber propina de R$ 250 mil para votar favoravelmente a um projeto de lei que beneficiaria a empresa HB20 Construções Eireli, contratada para as obras do Contorno Leste, orçadas em R$ 125 milhões.
Durante as investigações, os gabinetes dos parlamentares foram alvos de buscas e apreensões, e os dois tiveram celulares confiscados por ordem da juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo).
Após quatro meses afastados, os vereadores conseguiram na Justiça o direito de voltar à Câmara Municipal.























