Uma médica e uma técnica de enfermagem, foram agredidas na manhã desta sexta-feira (21) por uma paciente dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro, em Cuiabá. O caso ocorreu por volta das 11h30 e mobilizou servidores, acompanhantes e equipes de segurança.
De acordo com informações, a agressora, de 32 anos, foi levada ao local por uma equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu). Segundo relatos, ela chorava muito e apresentava sinais de descontrole emocional.
A paciente foi encaminhada à sala de medicação, em seguida ao Centro de Atenção Psicossocial (Caps), já que possui transtornos psiquiátricos e necessitava de atendimento especializado.
Devido à superlotação da unidade, os profissionais orientaram que apenas acompanhantes de idosos e crianças permanecessem na sala. O marido da mulher, portanto, deveria aguardar do lado de fora medida padrão prevista no protocolo da unidade.
Ao receber a orientação, a paciente se exaltou, passou a xingar a técnica de enfermagem e tentou agredi-la. Mesmo contida inicialmente pelo marido, conseguiu se desvencilhar e atacar uma médica que entrou na sala ao ouvir os gritos.
A profissional sofreu tapas, socos e arranhões, e teve parte da roupa rasgada. As agressões só cessaram quando o marido conseguiu contê-la novamente.
As vítimas e testemunhas prestaram depoimento na Central de Flagrantes, onde o boletim de ocorrência foi registrado.
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá manifestou profundo repúdio ao episódio de violência prestando apoio às profissionais de saúde agredida.
Segundo o órgão, toda a equipe da UPA atuou conforme os protocolos técnicos, garantindo acolhimento, segurança e atendimento adequado. A paciente já havia sido medicada quando iniciou as agressões.
A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, lamentou o ocorrido:
“É inaceitável que profissionais que dedicam suas vidas a cuidar da população sejam alvo de agressões. Não toleraremos nenhum tipo de violência dentro das nossas unidades. Daremos todo o suporte à servidora e reforçaremos ações para proteger quem está na linha de frente.”
Desacato a servidor é crime
A Secretaria reforçou que desacatar servidor público no exercício de suas funções é crime, previsto no Artigo 331 do Código Penal, com pena de detenção de seis meses a dois anos, além de multa.
Configura desacato:
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Ofensas verbais ou agressões físicas contra servidores durante o atendimento;
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Gestos ou palavras que busquem humilhar, intimidar ou desautorizar o profissional.
O órgão também afirmou que seguirá adotando medidas para garantir ambientes seguros para trabalhadores e usuários, reforçando o compromisso com a proteção dos profissionais do Sistema Único de Saúde.






















