A Escola Municipal de Educação Básica Heroclito Leôncio Monteiro, em Várzea Grande, homenageou o estudante Davi Almeida Franco, de nove anos de idade, que morreu no domingo (26). Na ocasião, ele foi atingido por uma linha com cerol que cortou seu pescoço enquanto andava de bicicleta, no bairro Cristo Rei.
Na homenagem, outras crianças, dispostas em formato de coração, depositam flores brancas ao lado da foto de Davi. O ato simbólico foi organizado pela própria escola como forma de consolo à família e a outros coleguinhas de Davi.
“Em cada flor depositada e em cada abraço compartilhado, manifestamos nosso carinho e eterna saudade”, escreveu a diretoria no perfil da escola nas redes sociais.
CASO DAVI
Davi andava de bicicleta próximo à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Cristo Rei quando foi atingido por uma linha com cerol, mistura cortante usada ilegalmente em pipas. Testemunhas tentaram socorrê-lo, mas o menino não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O corpo permaneceu caído na calçada até a chegada das autoridades. A Polícia Civil abriu investigação para identificar a origem da linha e os responsáveis.
OPERAÇÃO CÉU AZUL
Após a tragédia e a fim de coibir o uso de linhas cortantes nas pipas soltas pela cidade, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), anunciou, no início desta semana, a Operação Céu Azul, com objetivo de endurecer a fiscalização contra o uso de cerol na cidade.
O uso de cerol e linha chilena é proibido por lei em Mato Grosso é considerado crime, sujeito a multas e responsabilização penal. As linhas, feitas com pó de vidro e outros materiais cortantes, são capazes de causar ferimentos graves e até fatais em pedestres, motociclistas e ciclistas.
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