119 MORTOS CONFIRMADOS

DHPP aguarda lista de mortos no Rio para verificar se há foragidos de MT

A informação foi divulgada pelo delegado Nilson Farias. 

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A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do Estado de Mato Grosso aguarda a identificação dos mortos e presos da Operação Contenção, realizada nesta terça-feira (28) no Rio de Janeiro, para verificar se há foragidos do estado entre os alvos. A informação foi divulgada pelo delegado Nilson Farias. 

Segundo ele, há indícios de que criminosos investigados em Mato Grosso estivessem escondidos no Complexo da Maré, uma das principais áreas visadas pela operação.

“Nós temos investigados nossos que estavam escondidos no Complexo da Maré. Por esse motivo, nós estamos esperando Instituto Médico Legal, acabar de fazer a identificação dos corpos, saber a lista dos presos, para verificar se o nosso, se o investigado do meu cartório específico, o cartório G, foi morto ou se está preso”, afirmou.

O delegado explicou que o trabalho de reconhecimento deve ser feito após a divulgação oficial das listas de presos e mortos pela polícia fluminense.

“Eu sei que tem um foragido nosso na Maré porque nós estávamos organizando de fazer uma operação junto com a Polícia Civil do Rio de Janeiro. Porém, como teve essa operação agora, eventualmente, não seja necessário. Porque ele estava no Complexo da Maré e Complexo da Penha ali. É tudo um conglomerado”, completou Farias.

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O delegado titular da DHPP, Caio Albuquerque, também deve realizar um levantamento interno para identificar se outros investigados do Mato Grosso aparecem nas listas da operação. Apesar disso, ainda não há uma estimativa de quantos foragidos podem estar entre os mortos ou presos.

Operação no Rio de Janeiro

A Operação Contenção foi deflagrada pelas Polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro com o objetivo de conter o avanço da facção criminosa ‘Comando Vermelho’ e cumprir mandados de prisão e busca e apreensão em diversas comunidades. De acordo com a Agência Brasil, a ação envolveu cerca de 2,5 mil policiais, sendo considerada a maior operação policial do estado nos últimos 15 anos.

Até o momento, as forças de segurança contabilizaram 119 mortos, entre eles quatro policiais — e 113 pessoas presas. Dez adolescentes também foram encaminhados para unidades socioeducativas. As autoridades apreenderam 118 armas, entre elas 91 fuzis, além de uma grande quantidade de drogas ainda em contagem.

O secretário de Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, afirmou que o número de mortos pode aumentar e destacou que todos os alvos mortos na operação estão sendo tratados como criminosos.

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O trabalho de identificação no IML do Rio de Janeiro deve se estender pelos próximos dias, enquanto as delegacias de outros estados, como Mato Grosso, aguardam as confirmações oficiais para cruzar informações sobre foragidos.

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