EM NOVA MARINGÁ

Caso envolvendo padre e jovem abala comunidade e afasta fiéis de igreja

A Diocese de Diamantino responsável pela Paróquia afastou o sacerdote de suas funções.

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A comunidade católica de Nova Maringá (a 378 km de Cuiabá), vive dias de silêncio e constrangimento após a repercussão nacional de um vídeo íntimo que mostra o padre da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, Luciano Braga Simplício, de 39 anos, com uma jovem de 21 anos, em uma situação íntima. O episódio, gravado dentro da casa paroquial, abalou a rotina religiosa e social do município, levando os fiéis a se afastarem da igreja.  A Diocese de Diamantino responsável pela paróquia afastou o sacerdote de suas funções.

O vídeo, que se espalhou rapidamente pelas redes sociais, teria sido registrado pelo sogro da jovem, com a ajuda de dois amigos, que invadiram a casa paroquial. Nas imagens, o padre aparece trajando apenas uma bermuda, enquanto a moça, é encontrada escondida no banheiro da suíte. A gravação provocou forte impacto entre os fiéis e resultou em investigações por parte da Polícia Civil.

Diocese de Diamantino reagiu rapidamente. No último dia 16, o padre Pedro Hagassis, de 76 anos, foi designado para assumir a Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Durante sua primeira missa, Hagassis evitou comentários sobre o caso e focou em sua missão pastoral.


“O bispo entrou em contato comigo e perguntou se eu poderia voltar à diocese, pois estava precisando de mim. Eu disse que sou padre da Igreja e estou aqui para obedecer. Vim para Nova Maringá como administrador paroquial, ainda não como pároco”, declarou durante a celebração.

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Apesar da tentativa de normalidade, o abalo é evidente. A Revista Veja, produziu uma reportagem especial onde trás relatos dos moradores após o escândalo.  Ao menos cinco famílias retiraram seus filhos da escola de coroinhas da paróquia.

“Minha filha cuida da escola de coroinhas. Ela já chorou muito com tudo isso, está muito triste, e me disse que cinco pais já tiraram seus filhos de lá”, contou um morador à Revista Veja.

Outro fiel descreveu a sensação de perda que tomou conta das celebrações.

“Está todo mundo muito triste, decepcionado. A comunidade ficou abalada, porque o antigo padre era muito querido e vinha fazendo uma revolução na igreja local. Durante a missa, era possível ver a tristeza no rosto das pessoas”.

Nas redes sociais, a repercussão também dividiu opiniões. Enquanto parte dos fiéis lamentou a exposição e o escândalo, outros pediram compreensão e defenderam que a fé não deve ser abalada pelos erros humanos.

“A gente vai à igreja para fortalecer o espírito, não por causa do padre”, escreveu uma moradora.

Outro fiel complementou. “Eu vou à igreja por causa de Deus”.

A jovem envolvida, segundo amigos próximos, está profundamente abalada e tem evitado aparições públicas.

“Ela chorou muito com tudo isso e está muito triste com a repercussão”, relatou um conhecido da família.

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Operação da Polícia

Paralelamente à comoção social, o caso se tornou alvo de investigação criminal. No último dia 13, a Polícia Civil cumpriu mandados contra os responsáveis pela gravação e divulgação do vídeo. Foram alvos o pai do ex-noivo da jovem, dois amigos e a esposa de um deles. Segundo a investigação, o grupo invadiu o imóvel e divulgou as imagens de forma ilegal, expondo a intimidade da vítima.

Os suspeitos são investigados por constrangimento ilegal qualificado, invasão de domicílio com violência, exposição da intimidade e dano psicológico. As autoridades afirmam que a jovem entrou em estado de choque no momento da invasão. Logo após a divulgação do vídeo, a mãe da moça procurou a polícia e registrou boletim de ocorrência.

Padre afastado

O padre Luciano Braga, afastado desde do dia 13, era visto como uma liderança promissora dentro da comunidade católica. Com perfil ativo nas redes sociais, ele buscava aproximar os jovens da Igreja e renovar a imagem da instituição no município. Agora, a paróquia tenta se reconstruir em meio à dor e à desconfiança.

A Diocese de Diamantino ainda não divulgou se o padre será submetido a um processo canônico. Enquanto isso, o novo administrador paroquial tenta resgatar a rotina espiritual e o sentimento de pertencimento entre os fiéis.

“Meu papel é conduzir a comunidade com serenidade e fé”, disse o padre Pedro, em tom conciliador, após a missa.

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