A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) identificou o homem suspeito de ter estuprado e matado Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, no campus da UFMT, no dia 23 de julho, por meio de exames de DNA em vestígios biológicos do suspeito encontrados no corpo da vítima. O suspeito foi preso na tarde desta sexta-feira (29) pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP) em Cuiabá, porém a identidade ainda não foi revelada.
Inicialmente, as amostras coletadas indicaram a presença de um mesmo DNA masculino no corpo de Solange, e em uma bituca de cigarro que foi encontrada no local do crime.
Exames realizados em outras três vítimas de estupro e feminicídio ocorridos em diferentes anos identificaram o mesmo homem que estuprou e matou Solange.
Na ocasião, a Politec comparou este perfil genético com os perfis de seis suspeitos indicados pela Polícia Civil, e todos os resultados deram negativo para a identificação do agressor. A partir de então, o perfil genético masculino coletado no corpo de Solange foi incluído no Banco de Perfis Genéticos, obtendo resultado coincidente para outros três crimes cometidos pelo mesmo homem, cuja identidade ainda era desconhecida.
Um destes foi um feminicídio e estupro cometido no ano de 2020, ocorrido no Bairro Parque Ohara. O segundo foi um estupro ocorrido no ano de 2021 no Bairro Tijucal. O terceiro, para um estupro cometido contra outra vítima, em 2022, no bairro Jardim Leblon.
Para auxiliar na busca e difusão das informações do suspeito, a Unidade de Inteligência da Politec foi acionada e durante as pesquisas em sistemas de segurança pública foi encontrado o nome do suspeito, que havia sido preso por ter cometido o estupro ocorrido no Bairro Tijucal de 2021.
A Unidade de Inteligência da Politec explica que a ação tinha como objetivo transmitir a informação sobre o agressor comum confirmado pelo exame de perfil genético.
Durante as buscas, descobriu-se que uma das vítimas já havia denunciado um suspeito, que, em decorrência de um outro caso, já havia passado por exames e, na ocasião, teve o perfil genético inserido no banco de dados da Politec.
Em nova análise, foi realizado o confronto deste suspeito com a amostra masculina do caso Solange e dos outros três casos, obtendo resultado positivo para a identificação do agressor.
Mediante os resultados, os laudos periciais foram concluídos e disponibilizados às autoridades responsáveis pelos inquéritos na quinta-feira (28).
Uma coletiva de imprensa será realizada em instantes para fornecer mais informações sobre o autor do crime.
O crime
O corpo de Solange foi encontrado no mês passado na sede da antiga associação Master, próximo da avenida Arquimedes Pereira Lima, área aberto e utilizada como ponto de encontro para usuários de drogas. A vítima vestia apenas um sutiã e apresentava marcas de esganadura no pescoço.
No dia dos fatos, a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que atendeu a ocorrência, informou que a mulher apresentava sinais de relação sexual recente. Os socorristas foram chamados por trabalhadores que chegaram ao local, por volta das 7h, e se depararam com a vítima desacordada. Depois, a equipe constatou que ela estava sem vida.
Um vídeo de câmera de segurança gravado na tarde do dia 23 de julho, um dia antes, mostra Solange andando próximo ao Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS), da Universidade Federal. Por volta das 15h20, a vítima passa em frente ao prédio do ICHS com uma camiseta vermelha, um lenço na cabeça e uma bolsa.


















