O senador Jayme Campos (União Brasil), voltou a defender durante sessão no Senado Federal, o endurecimento das punições contra homens que cometem violência doméstica. O parlamentar voltou a criticar a demora do Congresso em votar projetos sobre o tema e classificou o feminicídio como uma “chaga que assola o Brasil”.
Em discurso contundente, Jayme não poupou palavras ao se referir aos agressores. Para ele, homens que atacam mulheres são “covardes” e “indignos” e deveriam sofrer punições mais duras.
“Particularmente, eu tenho a tese de que homem que agride mulher teria que ser enforcado em praça pública. Infelizmente, o Brasil não tem essa lei. As penas são muito brandas para essas pessoas”, afirmou.
Durante sua fala, o senador lamentou a lentidão no andamento de propostas legislativas voltadas à proteção das mulheres. Ele citou o Fundo Nacional de Amparo às Mulheres Agredidas (FNAMA), aprovado no Senado, mas que está parado há 13 anos na Câmara dos Deputados.
Jayme também destacou projetos de sua autoria, como o que proíbe a nomeação de condenados por violência em cargos públicos, o que permite a transferência imediata de servidoras vítimas de agressão e outro que amplia a divulgação do Ligue 180, canal nacional de denúncia e orientação.
As estatísticas reforçam a preocupação do senador. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em média quatro mulheres são assassinadas por dia no Brasil. Já uma pesquisa do DataSenado (2023) apontou que três em cada dez brasileiras já sofreram violência praticada por homens — sendo 76% de agressões físicas e 89% de violência psicológica.
Jayme Campos encerrou sua manifestação pedindo uma união de esforços entre Executivo, Legislativo e Judiciário no combate ao feminicídio.
“Essa luta precisa ser tratada como uma causa nacional”, defendeu.




















