CASO EVERTON FAGUNDES

Defesa diz que ex-jogador de vôlei se aproximou como conciliador e se apropriou de bens do empresário

O crime ocorreu na noite da última quinta-feira (10), em Cuiabá.

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O advogado Rodrigo Pouso, que defende o empresário Idirley Alves Pacheco, acusado de matar o ex-jogador de vôlei Everton Fagundes, de 46 anos, afirmou que a vítima se aproximou do casal sob o pretexto de ajudar na conciliação do divórcio, mas teria passado a se apropriar dos bens do empresário durante a partilha. A versão apresentada pela defesa contraria a principal linha de investigação da Polícia Civil, que trata o caso como um crime de motivação passional. O crime ocorreu na noite da última quinta-feira (10), em Cuiabá.

Segundo advogado, Everton se aproximou do casal como um “conciliador” da separação entre Idirley e sua ex-esposa, mas teria passado a interferir diretamente na partilha de bens, se beneficiando do patrimônio dos dois.

“O Everton se aproximou do casal com a versão de conciliar, mas estava fazendo a partilha dos bens e tudo ele levava, estava levando”, disse o advogado. “

De acordo com a defesa, na manhã do dia do crime, Everton teria conduzido a ex-esposa de Idirley para um encontro com ele, supostamente para entregar a caminhonete e parte de uma chácara, bens que fariam parte do processo de separação. O encontro aconteceu mesmo havendo uma medida protetiva que impedia o contato entre o ex-casal.

Idirley, afirmou às autoridades, ele estava no banco de trás da caminhonete quando a discussão com Everton começou. O empresário alega que a vítima teria alterado o trajeto do veículo, que deveria levá-lo para casa, e passado a agir de maneira suspeita.

“Foi a hora que ele desceu para perguntar pra esposa o que estava acontecendo e ela se apavorou, e ele entrou atrás. ‘Que vocês estão fazendo?’ Estão levando a caminhonete… E no momento que ele entrou, apropriou-se de uma faca e mostrou pro Everton. [Então] arrancou a arma e começou lá o negócio”, relatou o advogado, referindo-se à sequência dos acontecimentos que culminaram na morte.

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Ainda segundo Rodrigo Pouso, a arma usada no crime estaria com a própria vítima.

“Como ele estava de cinto de segurança, não conseguiu manusear [a arma], ele [Idirley] pulou, tomou a arma e falou ‘o que você está fazendo?’, e foi o momento que ele [Everton] jogou a caminhonete”, disse.

“Foram três disparos. O primeiro quando o Everton jogou o carro [contra outro veículo], e os demais ele deu em sequência”, afirmou completou. 

Após o crime, Idirley se desfez da arma durante a fuga e chegou a levar a Polícia até o suposto local onde teria descartado o revólver, mas o armamento não foi localizado. Ele também teria mencionado, pela primeira vez, o uso de uma faca durante o confronto, o que não constava nas informações iniciais da Polícia Civil.

A defesa nega que o crime tenha sido premeditado e sustenta que Everton teria provocado a situação ao mudar o trajeto combinado, não levar o empresário para casa, e tentar assumir controle sobre a situação patrimonial do ex-casal.

“Ele teria chamado para levar o carro para guardar, mas o Everton mudou o local e não foi levar ele para a residência”, disse o advogado.

Investigações

Em coletiva de imprensa, o delegado Caio Albuquerque, responsável pela investigação na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), confirmou que a principal linha de apuração ainda é de um crime com possível motivação passional. No entanto, ele reconheceu que a versão apresentada pelo acusado será analisada.

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“É uma versão dele. Ele diz que a motivação não seria passional, mas uma extorsão praticada pela vítima. Vamos apurar essa linha, entender em que consistiria essa suposta extorsão, quais valores estariam envolvidos e se há outras pessoas nessa situação. A gente vai verificar se tem alguma plausibilidade nesse argumento de extorsão, ou se é apenas uma versão isolada dele”, afirmou o delegado.

A Polícia trabalha com a hipótese de que o empresário possa ter premeditado o crime ao atrair Everton para o encontro com a desculpa de guardar o veículo. A ex-companheira de Idirley, que era amiga da vítima, também estava presente, acompanhando os dois homens em outra Amarok, mas, segundo a investigação, não há indícios de que ela estivesse ciente de um plano de execução.

Idirley foi preso no mesmo dia do crime e segue detido à disposição da Justiça. Ele prestou depoimentos, em seguida foi encaminhado ao Fórum de Cuiabá onde deve passar por audiência de custódia. 

O crime

 

Everton foi assassinado a tiros na noite de quinta-feira (10), nas proximidades da Avenida República do Líbano, em Cuiabá.

 

O atleta foi encontrado morto dentro de uma caminhonete Amarok.

  

A prisão de Idirley foi decretada pela Justiça a partir de um pedido feito pela DHPP, e o empresário se entregou na manhã desta segunda-feira (14).

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