O secretário de Educação de Cuiabá, Amauri Monge, afirmou que a estrutura das escolas municipais está em situação crítica, comparando-as a pacientes “na UTI e entubadas”. Diante disso, ele anunciou que nos próximos dias será iniciada uma frente de manutenção emergencial em 160 das 172 unidades escolares da Capital.
“Fazendo uma analogia com a saúde, nossas escolas estão na UTI e entubadas. Agora, vamos tirá-las da UTI, tirar o tubo e deixá-las no quarto, em condição de ter alta em um prazo relativamente curto”, declarou Monge em entrevista ao programa do Meio Dia, da TV Vila Real.
Segundo ele, 12 escolas serão demolidas e reconstruídas, pois apresentam deterioração tão severa que inviabiliza qualquer tipo de reforma. No entanto, o secretário não revelou quais unidades serão atingidas por essa medida.
A frente de manutenção irá priorizar a recuperação de telhados, sistemas elétricos e de climatização, além de pintura interna e externa.
“Nas chuvas tivemos diversos problemas. Em algumas escolas, mesmo com ar-condicionado, os disjuntores caem e os equipamentos não funcionam. É isso que vamos corrigir”, explicou.
As reformas serão viabilizadas graças à determinação do prefeito Abilio Brunini (PL) de aplicar 25% do orçamento anual do município na Educação, o que representa um montante de aproximadamente R$ 1,35 bilhão dos R$ 5,4 bilhões estimados para este ano.
“Infelizmente, nos últimos anos, não se aplicou o valor constitucional de 25% na educação. No último ano, menos de 19% foram investidos pela antiga gestão. Agora, com essa diretriz e uma gestão bem feita, conseguiremos melhorar muito a infraestrutura das nossas escolas”, garantiu o secretário.



















