OBRA EM ATRASO

Mauro admite possibilidade de o governo romper contrato com Consórcio BRT

O governo tem cobrado respostas da concessionária responsável, no entanto, as obras seguem em ritmo lento, justificando o possível rompimento.
Governador de Mato Grosso, Mauro Mendes - Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT

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O governador Mauro Mendes (UB), admitiu nesta quarta-feira (29), que avalia a possibilidade de o Governo do Estado romper o contrato com a empresa responsável pelas obras do BRT, em Cuiabá e Várzea Grande. Em entrevista à rádio Jovem Pan, Mauro disse que o governo tem cobrado respostas da concessionária responsável, no entanto, as obras seguem em ritmo lento, justificando o possível rompimento.

O grupo que venceu a licitação para tocar as obras é formado pelas empresas Nova Engevix Engenharia e Projetos, Heleno & Fonseca Construtécnica e Cittamobi Desenvolvimento em Tecnologia.

As obras tem seguindo em ritmo lento, gerando transtornos pelas principais avenidas de Cuiabá e desgastes a imagem do Governo de Mato Grosso. 

“O desempenho está horrível. O Governo não atrasa pagamento de ninguém. Estamos pagando corretamente esse consórcio, mas ele não consegue produzir. Tem lá as dificuldades dele, a gente pode até entender, mas isso é um problema dele. A gente contratou para ele resolver problemas, não para ficar justificando problema. Pagamos por isso e o desempenho não está bom”, afirmou Mendes. 

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A obra modal em Cuiabá teve início em janeiro de 2024, e deveria ter sido entregue em outubro. O prazo não foi cumprido e ainda não há uma nova previsão de conclusão.

Mendes afirmou que desde inicio de janeiro já reuniu quatro vezes com sua equipe para tentar chegar a uma solução para o problema, porém, ainda não houve retorno das empresas. Mendes afirmou que outras empresas que executam obras no Estado também atrasam, porém o Consórcio BRT teria “extrapolado”.

“A maioria atrasa, porém, atrasa pouco, você vê que está se esforçando, que a obra está andando. Atrasa um ou dois meses, é melhor aguentar isso do que romper o contrato e aguardar um ou dois anos. A gente tem esse conhecimento, essa experiência e sabe disso. Agora, aqui já extrapolou o limite e a expectativa é resolver o problema e a partir dai estabelecer um novo cronograma. Não consigo hoje chutar um cronograma, já deveria estar pronto, mas infelizmente não está”, completa.

Mendes ainda reforçou que devido ao evidente atraso do cronograma, o Paiaguás considera a quebra do contrato. 

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“Estamos finalizando algumas tratativas internas e, em breve, vamos ter um desfecho positivo, que melhore de vez, ou até um possível rompimento de contrato”, finalizou Mendes. 

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