VISANDO ELEIÇÕES 2026

Júlio defende mudanças no União Brasil para fortalecer sigla em MT

“É um grande nome para ser presidente do partido, vice-presidente, porque ele terá mais tempo.”

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O deputado estadual Júlio Campos, disse que o diretório estadual do União Brasil poderá passar por uma reformulação neste ano. O parlamentar defende mudança para fortalecer a sigla para eleições de 2026.  Em conversa com o Cuiabá Notícias, Júlio afirmou que o nome ideal para comandar a agremiação neste momento é Eduardo Botelho.

“É um grande nome para ser presidente do partido, vice-presidente, porque ele terá mais tempo. Hoje nosso presidente é o governador Mauro Mendes, que não tem tempo para se dedicar ao partido. Praticamente a sigla está ‘acefolo’, a última reunião que tivemos foi antes das eleições municipais de 2023. E eu digo, o partido por mais forte que seja, tem que reunir, conversar, discutir, então talvez uma oportunidade séria agora, com o deputado Botelho assumindo a presidência do diretório para reorganizar o partido preparando para  eleições estaduais de 2026”, declara Júlio. 

Nas eleições municipais de 2023, o União Brasil venceu em 60 prefeituras de Mato Grosso, porém, nas grandes cidades a sigla foi derrotada pelo PL, como por exemplo em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis. Na capital, o UB tinha como candidato Eduardo Botelho, que era dado como favorito nas pesquisas, no entanto, não chegou sequer ao segundo turno.

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Para Júlio, a sigla precisa se fortalecer nas grandes cidades.

“Nós ganhamos mais prefeituras, mas de menos potencialidade, pequenos municípios que do contexto geral é muito pouco. Só na prefeitura de Cuiabá  são 7000 mil habitantes, o que vale por 50,  municípios de Mato Grosso, fora Rondonópolis, Várzea Grande, Sinop, Primavera do Leste. Quer dizer, o nosso União Brasil, o município mais importante que ganhou foi Juína”, frisa

“Ou seja, se somar todas as 60 prefeituras do União Brasil, praticamente dá o eleitorado de Cuiabá e Várzea Grande. Quer dizer, que ganhamos em números de prefeitura, mas de qualidade, quantidade de votos, foram muito pouco. Eu acredito que poderia ter tido um desempenho melhor, mas o governador Mauro Mendes até pela sua maneira de governar, muito focado nos assuntos do governo, não tem tempo para dedicar quase nada ao partido. Ele não faz política para ele, quanto mais para o  partido”,

 

Segundo o parlamentar, já houve algumas conversas com Mauro em relação a ausência a demandas do partido e da possibilidade dele deixar a presidência,  mas Mendes não abre mão do comando.

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“Quem mais fez política no interior, que ganhou essas prefeituras foram os deputados. Cada deputado apoiou seus candidatos e elegeu seus prefeitos”, completa. 

Questionado sobre a reeleição a deputado, Júlio disse que ainda é cedo. 

“Se eu estiver com saúde boa, posso até pensar em uma reeleição. Não é obrigatório né, eu já estarei com 80 anos daqui dois anos. Eu posso me dar o luxo de encerrar ou até continuar servido Mato Grosso por mais 4 anos. Potencial eu tenho”, finaliza Júlio. 

 

 

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