CRÍTICAS AO STF

Wellington Fagundes diz que restrições a Bolsonaro são “inaceitáveis”

Segundo o STF, Bolsonaro teria articulado uma tentativa de golpe de Estado e atentado contra a ordem democrática.
ASSESSORIA

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O senador Wellington Fagundes (PL-MT), disse que é “inaceitável” e “antidemocrático” as restrições que o Supremo Tribunal Federal (STF) impôs ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em conversa com jornalista, Fagundes disse que o ex-presidente é hoje o único político brasileiro capaz de reunir multidões e que o PL está tomando providencias. 

“Por que essa restrição tão abrupta ao presidente Bolsonaro? É inaceitável. Nós, do PL, não aceitamos essa posição. Achamos antidemocrática, porque temos uma posição muito clara: tem que transitar em julgado”, declarou o senador, referindo-se às medidas judiciais que têm impedido o ex-presidente de exercer sua atividade política de forma plena.

“São restrições que nos incomodam muito. O presidente Lula, quando estava preso na cadeia, podia dar entrevistas. Por que o presidente Bolsonaro, que não está nem condenado, não pode? Porque essa restrição tão abrupta ao presidente Bolsonaro?”, completou. 

Segundo o STF, Bolsonaro teria articulado uma tentativa de golpe de Estado e atentado contra a ordem democrática. Moraes justificou as restrições alegando risco de obstrução das investigações, possibilidade de fuga e ameaças à soberania nacional.

Líder do Bloco Vanguarda no Senado, Wellington Fagundes garantiu que Bolsonaro não oferece nenhum risco, pois esteve sempre à disposição da Justiça. Ele, ainda, expressou preocupação que a restrição ao ex-presidente possa escalonar e se tornar uma censura para os próprios meios de comunicação.

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“Ele quer conversar de forma democrática, dando satisfação para a imprensa. Porque aqui, como estamos, vocês têm a liberdade de poder perguntar, e eu responder aquilo que vocês entendem que realmente é necessário para o exercício da sua profissão”, disse o senador.

O parlamentar também direcionou críticas ao que considera um ambiente de cerceamento das liberdades democráticas no país, principalmente no que diz respeito à liberdade de expressão.

“Quando um jornalista não puder mais questionar, não puder mais criticar, não é democracia. E a gente está vendo isso no país. Deputado sendo preso. Imagina daqui a pouco quando começar a prender jornalista nesse país e ele não puder falar.”

‘Bolsonaro deu a vida pelo Brasil’

Em outro trecho de sua fala, o senador fez referência à trajetória pessoal de Bolsonaro, marcada, segundo ele, por atos de coragem e dedicação ao povo brasileiro.

“O Bolsonaro já morreu pelo seu trabalho. O homem que sofreu uma facada e não ficou no hospital não. O dia que pôde ser liberado, ele foi para as ruas. Agora, mais uma vez, uma cirurgia de 12 horas. Olha, ele recuperou mesmo contra indicação médica, ele estava na rua.”

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A facada sofrida por Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018 ainda é frequentemente lembrada por seus apoiadores como um símbolo de sacrifício e resiliência. O senador reforça essa narrativa ao destacar que, mesmo diante de adversidades médicas, o ex-presidente teria optado por manter a agenda política ativa.

Fagundes ressaltou ainda que o movimento bolsonarista permanece vivo e influente na sociedade brasileira. “O bolsonarismo está enraizado no Brasil afora. É o único líder político do Brasil hoje que consegue ainda juntar multidões.”

De fato, mesmo afastado formalmente das disputas eleitorais por decisão do TSE, Bolsonaro tem mantido sua presença no cenário político por meio de eventos, aparições públicas e, sobretudo, pelo apoio contínuo de sua base de eleitores. As manifestações recentes em diversas capitais, como São Paulo, Brasília e Belo Horizonte, reuniram milhares de apoiadores em atos que mesclam protestos contra o Supremo Tribunal Federal e mensagens de apoio ao ex-presidente.

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