Um dos pontos turísticos mais visitados da região de Chapada dos Guimarães (a 65 km de Cuiabá), a Cachoeira da Martinha, foi fechada por decisão judicial. A interdição, que vale por tempo indeterminado, ocorre devido ao dano ambiental causado pelo grande fluxo de visitantes e pela quantidade excessiva de lixo deixada no local.
Na decisão, o juiz Renato Filho atende a pedidos de órgãos ambientais e representantes da comunidade preocupados com a degradação da natureza, especialmente durante feriados e fins de semana, quando o movimento aumenta consideravelmente.
A informação foi divulgada por meio de um comunicado oficial publicado em um perfil local nas redes sociais. O prefeito de Chapada, Osmar Froner, instalou uma placa na entrada da cachoeira alertando sobre a interdição.
Na margem direita da MT-251, pertencente ao município de Campo Verde, onde funciona uma lanchonete e restaurante, também foi alvo da decisão e teve o funcionamento suspenso até a regularização das instalações.
O caso reacende o debate sobre a preservação de áreas naturais diante do turismo desordenado. A Cachoeira da Martinha, conhecida por suas quedas d’água refrescantes e fácil acesso, tem sido alvo de denúncias recorrentes sobre acúmulo de lixo, barulho excessivo, estacionamento irregular e desrespeito às normas ambientais.
Autoridades locais ainda não informaram quais serão os próximos passos, mas destacam que o espaço só será reaberto após a elaboração de um plano de manejo que garanta o uso sustentável da área e medidas eficazes de preservação.
O Complexo Cachoeira da Martinha foi tombado como Patrimônio Paisagístico e Histórico de Mato Grosso, em uma parceria da Secretaria de Cultura do Estado e o Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais (Ecoss), em 2007, e recentemente foi incluído no Geoparque de Chapada dos Guimarães e constitui-se em Área de Preservação Permanente.































