A visita da cantora Anitta ao Xingu, acompanhada do apresentador Luciano Huck, no último sábado (16), gerou repercussão nacional e teve reflexo direto nas plataformas digitais. Em apenas 24 horas, o Google registrou aumento histórico de 6.200% nas buscas sobre povos indígenas. Segundo o perfil Mídia Indígena, as pesquisas relacionadas especificamente às populações do Xingu cresceram mais de 450% no país.
Durante a viagem, Anitta e Huck estiveram na aldeia Ipatse, do povo Kuikuro, em Querência (755 km de Cuiabá), onde acompanharam o Kuarup, ritual tradicional em homenagem a grandes lideranças já falecidas.
A cantora também visitou o cacique Raoni, uma das principais lideranças do povo Kayapó, reconhecido internacionalmente por sua luta em defesa da floresta e dos territórios indígenas.
Nas redes sociais, Anitta destacou a importância da experiência e reforçou o protagonismo dos povos originários na preservação ambiental.
“Vocês sabiam que florestas como a Mata Atlântica e a Amazônia foram cuidadas e manejadas ao longo de milênios pelos povos indígenas? Esse é um legado para todo o Brasil — e também um compromisso de todos nós: defender os verdadeiros guardiões das florestas”, escreveu.
Visibilidade e luta indígena
O crescimento nas buscas mostra como a visibilidade pode ajudar a enfrentar o apagamento histórico da pauta indígena e fortalecer alianças construídas em respeito e reconhecimento.
“Nossos rituais, saberes e práticas conquistam corações e sensibilizam a sociedade para os nossos direitos. Podemos ser protagonistas das nossas escolhas. Sabemos discernir o que fortalece a nossa luta”, destacou em publicação.
Anitta também relacionou a experiência às discussões em andamento no Congresso Nacional. Ela citou o PL 6040/23, aprovado na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que abre espaço para atividades de garimpo em áreas demarcadas, e a Lei 14.701/2023, que restringe novas demarcações de terras indígenas. Para a artista, é necessária uma resposta urgente do Supremo Tribunal Federal para garantir a proteção das comunidades.
“Os povos indígenas precisam ser ouvidos e respeitados. Sua participação é fundamental nas soluções para as mudanças climáticas e para a construção de um futuro sustentável”, concluiu a cantora.
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