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As férias da Fórmula 1 têm data para terminar: o campeonato de 2025 será retomado em 31 de agosto com o GP da Holanda, prova na casa do tetracampeão Max Verstappen. O holandês, por sinal, será recepcionado por sua torcida local de forma inédita apenas como o terceiro colocado no Mundial deste ano. Mesmo assim, ele garante que a situação não chega a ser tão ruim quanto pode parecer.
– Você tem que aceitar onde está. Sim, não somos os mais rápidos no momento, mas também não somos os mais lentos. Sempre queremos ser melhores, e essa sempre foi a nossa mentalidade, mesmo quando estávamos ganhando. Tive muitos anos antes em que não andei com um carro vencedor, a Fórmula 1 é assim então não é muito difícil (lidar com isso) – disse Max.
O GP da Holanda, coincidentemente, retornou à F1 no auge de Verstappen na categoria. Em 2021, ano de seu primeiro título no auge da rivalidade com Lewis Hamilton, ele conquistou sua primeira vitória no Circuito de Zandvoort e repetiu o resultado em 2022 e 2023 – temporadas do bi e tricampeonato, respectivamente.
Ano passado, porém, quem levou a melhor na pista holandesa foi Lando Norris, vice-campeão da McLaren em um ano no qual Verstappen assegurou seu tetracampeonato, mas viu a RBR ser apenas terceira colocada frente à conquista da rival inglesa no campeonato de construtores.
Em 2025, o cenário que se desenhou ao longo do ano passado foi consolidado, mas agora, a distância de Verstappen e da RBR para a McLaren é ainda maior. O holandês ocupa só o terceiro lugar no campeonato de pilotos e o time aparece na quarta colocação, atrás da Mercedes, Ferrari, e a líder inglesa.
Na disputa pelo título, Max corre por fora enquanto Lando Norris e Oscar Piastri, pilotos da McLaren, protagonizam; o tetracampeão soma 97 pontos a menos que o líder Piastri, e 88 de desvantagem em relação ao vice-líder Norris. Para piorar, vê George Russell próximo dele (15 pontos) na tabela e está há sete GPs sem vencer.
– Antes de eu chegar, a equipe passou por uma fase de vitórias em campeonatos, para uma fase de reconstrução quando cheguei, e depois atingimos novamente o auge. Agora sinto que estamos em uma ligeira reconstrução de novo. É claro, ainda somos uma equipe muito forte. Mas para dar mais um passo à frente, talvez seja necessária uma pequena reestruturação, entender um pouco mais o que está acontecendo. Isso, claro, leva um pouco de tempo, mas espero que não muito. Essa também é um pouco a mentalidade da equipe, sempre foi assim, então não estou muito preocupado – continuou.
Como o próprio Max apontou, o cenário atual não chega a ser uma novidade para ele. O jejum de vitórias deste ano, por exemplo, é apenas o seu sétimo maior da carreira em uma única temporada; ano passado, ele chegou a dez corridas fora do topo do pódio, maior número desde 2020.
Verstappen também já ficou períodos maiores sem vencer, como os 16 GPs que sucederam sua vitória inédita na Espanha em 2016; 14 corridas em 2017, e 11 no encurtado campeonato de 2020.
O holandês ainda explica que a equipe foca parte de seus esforços nos novos regulamentos de 2026, já que a superioridade obtida pela RBR no começo da atual era dos carros solo foi igualada pelas rivais. Com as mudanças nos carros e motores, a austríaca pode ter uma nova oportunidade na categoria – embora seja assim, também, para suas outras dez rivais, incluindo a futura estreante Cadillac.





























