Os policiais penais presos durante a Operação Shadow, deflagrada na manhã desta segunda-feira (14), foram identificados como Adão Elias Junior, que atuava como diretor do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, e Léo Márcio da Silva Santos. Segundo as investigações, os dois estavam envolvidos na fuga de um líder da facção criminosa, Comando Vermelho, e outro faccionado, ocorrida em 2023.
Adão Elias Júnior ocupou o cargo de diretor da unidade prisional em 2023. De acordo com as investigações, ele foi o responsável por autorizar a saída irregular de presos que não se enquadravam nos critérios exigidos para o trabalho extramuros.
Adão foi preso em seu apartamento, localizado na região do Centro Político Administrativo, em Cuiabá. Segundo a polícia, a autorização ilegal foi parte de um esquema articulado por membros da facção, que se infiltraram no sistema prisional para facilitar ações criminosas.
Já Leo Márcio da Silva Santos, foi preso pela equipe em casa, no bairro Primeiro de Março, em Cuiabá. Ele foi apontado como braço direito no plano de fuga, fazendo a escolta dos criminosos que fugiram utilizando o carro oficial da Polícia Penal.
O delegado titular da Delegacia Especializada em Repressão ao Crime Organizado (Draco), Rodrigo Azem Buchdid, afirmou em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (14), que os presos não tinham autorização legal para deixar a unidade. Segundo o delegado, o caso não se trata de uma simples fuga. Para ele, a ação foi premeditada, contando não apenas com os agentes públicos, mas também todo um ‘apoio logístico”.
“O ex-diretor, na época, autorizou a saída dos dois presos que não poderiam sair do exílio para trabalhar. Ele acaba facilitando a situação para que depois haja toda uma dinâmica na fuga desses dois elementos”, explicou.
“É um plano totalmente arquitetado por eles, não foi uma simples fuga de um serviço que estavam realizando ordinariamente durante os seus dias de prisão. Não. Foi arquitetado, bem planejado, tiveram apoio logístico tanto de veículos quanto de lugares para fuga”, completou.
A polícia também apurou que os dois policiais penais receberam quantias em dinheiro para facilitar a fuga, embora o valor não tenha sido divulgado.
“Existem outras situações e outros antecedentes relacionados a eles, que indicam para a investigação que eles integram a facção criminosa, Comando Vermelho”, completou o delegado.
Os dois servidores foram presos preventivamente e responderão a processos administrativos internos, além das medidas judiciais cabíveis.
Segundo Thiago Damasceno – secretário corregedor da Secretaria Estadual de Justiça (Sejus), eles poderão ser exonerados.


















