INVESTIGADO POR CORRUPÇÃO

TJ mantém afastamento de Chico 2000 da Câmara de Cuiabá

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) decidiu manter o afastamento do vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Chico 2000 (PL). A decisão foi tomada por unanimidade pela Quarta Câmara Criminal, em sessão realizada na tarde da última terça-feira (3), seguindo o voto do relator, desembargador Juvenal Pereira da Silva. O processo tramita sob sigilo.

Chico 2000 e o vereador Sargento Joelson (PSB) foram afastados de suas funções em abril, durante a Operação Perfídia, conduzida pela Polícia Civil, porém Sargento Joelson não entrou com ação para permanecer no cargo.

A investigação apura o pagamento de propina pela empreiteira HB20, responsável pelas obras do Contorno Leste, para obtenção de benefícios em votações na Câmara.

De acordo com as investigações, os parlamentares teriam recebido R$ 250 mil em troca da aprovação de um projeto relacionado ao parcelamento de dívidas tributárias, que beneficiaria diretamente a empresa investigada.

Apesar do afastamento, ambos conseguiram na Justiça o direito de continuar recebendo seus salários. A decisão foi proferida na segunda-feira (2) pela juíza Fernanda Mayumi Kobayashi, que destacou que o afastamento cautelar não implica suspensão da remuneração, conforme previsto em lei.

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Entenda a Operação Perfídia

Além dos vereadores, a Operação Perfídia também teve como alvos José Márcio da Silva Cunha, Claudecir Duarte Preza e Jean Martins e Silva Nunes, todos ligados à empreiteira HB20.

Ao todo, a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) cumpriu 27 medidas judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, quebra de sigilos telefônicos e eletrônicos, além de sequestro de bens, valores e imóveis.

As investigações começaram após denúncia recebida em 2024, indicando que vereadores teriam exigido propina de um funcionário da empresa em troca da aprovação de um projeto de lei que permitiu ao município quitar débitos com a empreiteira no ano anterior, em 2023.

Segundo a Polícia Civil, parte do valor teria sido depositada em uma conta indicada por um dos vereadores, enquanto o restante teria sido pago em dinheiro, entregue diretamente no gabinete de um dos parlamentares, onde também teriam ocorrido as negociações.

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