A Secretaria de Estado de Saúde (SES), negou o pedido da prefeita de Várzea Grande Flávia Moretti (PL), para o uso de fumacê – inseticida utilizado no combate ao mosquito Aedes aegypti. A Pasta alega que o município não atendeu os critérios necessários que regulamentam o uso do inseticida. O requerimento foi feito pelo município no dia 18 deste mês. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou em suas redes sociais nesta terça-feira (25), que também irá solicitar o uso do fumacê na Capital.
O município teve um aumento de 400% no número de notificações de casos de dengue e chikungunya no município, levando a gestora a declarar situação de emergência na Saúde.
De acordo com o Painel de Arboviroses, publicado pela SES, Várzea Grande teve duas mortes confirmadas por chikungunya em 2025 e, atualmente, possui 899 casos confirmados de pessoas com a doença no município, além de 1.724 casos prováveis, que ainda precisam ser confirmados. Quanto aos casos de dengue, há 901 casos confirmados e 1.544 prováveis.
Em nota a SES explicou que o fumacê é um método complementar e só pode ser adotado se a gestão
municipal já estiver aplicando outras ações essenciais, como o manejo e eliminação de criadouros do Aedes aegypti.
A Pasta frisa que a prefeitura não apresentou um relatório comprovando essas medidas. Além disso, a cidade enfrenta um déficit de agentes de saúde, o que comprometeria a eficácia da estratégia.
Procurada, a prefeitura de Várzea Grande informou por meio da assessoria de imprensa que a secretaria de Saúde do município vai “intensificar o trabalho dos agentes de endemias”.
Mato Grosso
Mato Grosso já soma 20 mortes por arboviroses em 2025, sendo 16 óbitos confirmados por decorrência da Chikungunya e quatro da dengue.
O estado vive um surto das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, sendo a unidade da federação com maior taxa de incidência da Chikungunya, com 419,02 casos a cada 100 mil habitantes.
Diante da situação, a SES e o Ministério da Saúde informaram que estão auxiliando o município na elaboração de um plano de ação para o controle das arboviroses. A recomendação segue sendo o reforço das medidas preventivas, incluindo o combate aos focos do mosquito e a ampliação das equipes de saúde.
Confira a nota da SES na íntegra:
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) informa que Várzea Grande não atendeu aos critérios técnicos da Portaria n° 616/2024, que regulamenta o uso do fumacê em Mato Grosso. Para o uso desta técnica, que é considerada complementar, é necessário que a gestão municipal já esteja utilizando de outras estratégias, como manejo, eliminação ou destinação dos criadouros. Contudo, o município não informou essas medidas em relatório. Além de apresentar um déficit no número de agentes de saúde, o que tornaria a técnica do fumacê ineficaz.
É importante destacar que, neste momento, as equipes técnicas da SES e do Ministério da Saúde estão apoiando o município de Várzea Grande na construção de um plano de ação contra as arboviroses.



























