Servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em cargos de direção ou coordenação ganharam mais de R$ 100 mil por mês em dezembro, ou seja, quase o triplo do que recebem os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O maior pagamento registrado no período alcançou R$ 106 mil, enquanto ministros do STF recebem cerca de R$ 44 mil brutos, com descontos que resultam em cerca de R$ 32 mil líquidos. As informações constam em matéria divulgada pelo ‘O Estadão’ nesta sexta-feira (10).
Conforme a reportagem que fez um levantamento traz dados dos salários de mais de 5 mil servidores da Corte estadual no segundo semestre de 2024. Nesse período, funcionários administrativos, como analistas e técnicos judiciários, receberam até R$ 70 mil líquidos em um mês. O maior valor registrado em holerites em dezembro bateu em R$ 106 mil.
A disparidade salarial entre os servidores do Tribunal e executivos de grandes empresas também chama atenção. Em setores de alta performance como finanças, tecnologia e mercado financeiro, o salário no topo da carreira pode variar entre R$ 41 mil e R$ 84 mil, conforme dados de consultorias. Diante dessas informações, o TJMT, por meio de seu presidente, José Zuquim Nogueira, criou uma comissão especial para investigar os pagamentos de horas extras e outras discrepâncias salariais.
Além dos altos salários, em dezembro, o Tribunal de Justiça ainda autorizou o pagamento de um auxílio-alimentação de R$ 10 mil para os magistrados e de R$ 8 mil para os servidores. A bonificação chamou atenção e ganhou apelido de ‘vale-peru’.
Após a divulgação desse benefício, a desembargadora solicitou que magistrados e servidores devolvessem o valor pago, alegando o “momento desafiador” vivido pelo TJMT, em razão da crise financeira que afeta o judiciário.




















