POR UNANIMIDADE

Senadores de MT comemoram derrota da PEC da Blindagem

O senador Jayme Campos, membro da CCJ, usou termos duros para criticar a proposta, e chegou a chama-la de “escárnio” 

publicidade

Senadores por Mato Grosso, Jayme Campos (União Brasil), e Margareth Buzetti (PSD), comemoraram a derrota da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Mandato Parlamentar, conhecida como “PEC da Blindagem”, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A proposta foi rejeitada por unanimidade nesta quarta-feira (24), com 26 votos contrários. Nenhum senador defendeu o texto.

O senador Jayme Campos, membro da CCJ, usou termos duros para criticar a proposta, e chegou a chama-la de “escárnio” 

“Desde quando vi que estava tramitando na Câmara, antes de chegar aqui, manifestei contra. Isso é um escárnio, desrespeita o cidadão brasileiro, que nos confiou em mandato. Nunca tinha visto uma matéria tão fora de qualquer procedimento legal na legislação. Não podemos compactuar com retrocessos do país. Enterramos essa PEC, talvez a sociedade volte a crer no parlamento. Pessoas sem compromissos, irresponsáveis, votam matérias como essa”, disse.

A senadora Margareth Buzetti (PSD) também se manifestou contra a PEC, destacando que a aprovação significaria um privilégio inaceitável.

“Enterrou a PEC da Blindagem, é normal discordarmos da democracia, mas essa PEC não dava espaço. Nos últimos anos vimos deputados presos por assassinatos, imagina se precisarmos de autorização da câmara para investigar? Não foi à toa que muitos deputados gravaram vídeos pedindo desculpas aos eleitores pelos votos. Me assusta quem ainda defende isso. Discordar dessa PEC não quer dizer que eu concorde com ativismo político que vejo no STF. Se essa PEC passasse, o congresso daria o poder aos parlamentares de cometerem crimes”, afirmou.

Leia Também:  Operação mira grupo criminoso envolvido com distribuição de drogas em bairros de Cuiabá

Rejeição no Senado e histórico da proposta

A PEC foi aprovada na Câmara dos Deputados em 17 de setembro, com apoio de 353 parlamentares. Entre os oito deputados federais de Mato Grosso, apenas Emanuelzinho (MDB) votou contra. Os demais se posicionaram a favor do texto.

No Senado, a tramitação foi encerrada na CCJ, onde o projeto foi rejeitado sem votos favoráveis. Para ir ao plenário, a PEC precisaria de maioria simples entre os 27 membros da comissão, mas acabou arquivada.

Nas redes sociais, Margareth reforçou sua posição e disse que defender a PEC era “defender o indefensável”.

Veja vídeo:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

RELACIONADAS