O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), criticou a forma como a Polícia Civil conduziu, inicialmente, as investigações sobre supostas fraudes em empréstimos consignados de servidores públicos estaduais. Em entrevista nesta quarta-feira (18), o parlamentar destacou a necessidade de imparcialidade nas apurações e afirmou estar satisfeito com a entrada da Polícia Federal no caso.
Russi se referiu especificamente à forma como, no início das investigações, a Polícia Judiciária Civil tratou as denúncias, minimizando o caso como uma “relação contínua” entre servidores e operadoras de crédito, sem, segundo ele, aprofundar devidamente os fatos.
“Eu acho que a Polícia Civil não pode fazer um juízo de valor no início de uma investigação sem ter algo aprofundado de forma muito específica”, afirmou.
A investigação ganhou novos rumos após o Ministério Público Federal (MPF) solicitar formalmente à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar a atuação da empresa Capital Consig, acusada de aplicar práticas abusivas e, possivelmente, estelionato por meio de contratos de cartão de crédito consignado.
Para Max Russi, a atuação da PF representa um avanço nas investigações, dada a experiência e independência do órgão.
“Confesso que eu fiquei feliz com isso porque a gente acredita muito na força da Polícia Federal, no poder de investigação, é uma polícia bastante atuante”, declarou o presidente da ALMT.
O parlamentar também destacou a importância da atuação integrada entre diferentes instituições de controle e fiscalização para garantir transparência e responsabilização.
“Todos os órgãos de fiscalização estão presentes nessa investigação, então eu acho que nós teremos um bom encaminhamento. Quem fez algum ilícito, o que aconteceu de errado vai vir muito à tona de forma transparente e os culpados serão penalizados”, completou.























