PEDIRÁ CASSAÇÃO

Prefeita de Pedra Preta aciona Justiça contra vereador após ser chamada de ‘cachorra viciada’

O ataque aconteceu durante uma discussão em plenário, quando Gilson acusou a administração municipal de gastar R$ 500 mil em festas.

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A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira (PSDB), anunciou que acionou judicialmente o vereador Gilson José de Souza (União), conhecido como Gilson da Agricultura, após ter sido chamada de “cachorra viciada” durante uma sessão ordinária da Câmara Municipal na última segunda-feira (25). Além do processo judicial, a gestora afirmou que pedirá a cassação do mandato do parlamentar.

O ataque aconteceu durante uma discussão em plenário, quando Gilson acusou a administração municipal de gastar R$ 500 mil em festas enquanto moradores da zona rural sofrem com a falta de abastecimento de água.

Para Iraci, a fala foi ofensiva e ultrapassou os limites da disputa política.

“Um parlamentar que é um ‘analfabeto político’, não sabe como respeitar uma mulher e muito menos a população. Acha que porque é vereador de primeiro mandato pode chegar e falar o que quer. Nosso escritório, equipe jurídica já está acionando o vereador na Justiça. Nós vamos ao extremo, pedimos inclusive a cassação dele, e esperemos que o presidente da Câmara tome decisões cabíveis”, declarou a prefeita.

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A gestora destacou que o episódio também representa uma quebra de confiança, já que Gilson foi apoiado por ela nas eleições e chegou a compor sua equipe de governo.

“O que me deixa triste é que esse parlamentar foi apoiado por nós, ganhou eleições através do nosso trabalho, porque ele era coordenador da secretaria de agricultura. Não é do meu princípio falar de pessoas, mas é necessário, como mulher e prefeita. Esse tipo de pessoa mancha nosso município”, afirmou.

Machismo e violência de gênero

Iraci Ferreira afirmou ainda que a agressão verbal reflete não apenas a tensão política local, mas também a cultura de desrespeito às mulheres no espaço público.

“Se não respeita no mês da mulher, quando vai respeitar? Mulheres saiam do comodismo, vamos nos fortalecer, vamos ao enfrentamento na política. Precisamos acordar e fazer a diferença. Isso me fortalecerá”, disse.

A prefeita ressaltou que conflitos entre Executivo e Legislativo são comuns, mas que, no caso do vereador, as críticas ultrapassaram os limites da divergência política para se tornarem um exemplo de machismo e violência de gênero.

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O episódio repercutiu entre lideranças políticas e provocou reações de repúdio entre autoridades e lideranças políticas. 

Iraci afirmou que, além de representar um ataque pessoal, a fala revela um desrespeito institucional.

“Eles querem que a prefeitura faça o que eles querem, mas é impossível. A casa legislativa é uma, e o Executivo é outra. É impossível atender a todas as demandas”, disse.

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