Vereador de Canarana ( a 832 km de Cuiabá), Thiago Bitencourt Ianhes Barbosa, o Dr. Thiago (PL), preso no último sábado (31), em uma ação da Polícia Civil suspeito de abuso sexual contra menores e flagrado com imagens pornográficas de crianças e adolescentes, foi afastado do partido nesta segunda-feira (2), após a grande repercussão do caso.
Inicialmente o presidente da sigla em Mato Grosso, Ananias Filho, declarou que o partido iria aguardar a conclusão do inquérito policial para decidir o futuro de Thiago. No entanto, após a repercussão do caso, voltou atrás e divulgou um comunicado informando que ele foi afastado de forma cautelar “a fim de que o devido processo legal de exclusão da sua filiação seja respeitado conforme previsão legal”.
Além disso, a PL mulher repudia veementemente as alegações e crimes atribuídos ao vereador, motivo esse que causou a suspensão da sua filiação.
“O Presidente do PL estadual já entrou em contato com a presidente do diretório municipal para que sejam tomadas as devidas providências”, diz trecho da nota assinada por Ananias.
Entenda o caso
O vereador Dr. Thiago (PL), foi preso em flagrante no último sábado (31), acusado de abuso sexual contra crianças e adolescentes. De acordo com as informações do delegado Flávio Leonardo, inicialmente, a polícia esteve nos endereços do vereador para cumprir mandados de busca. Lá, encontraram materiais envolvendo abuso sexual de crianças e adolescentes.
Flávio explicou ainda que parte do conteúdo foi gravado pelo próprio suspeito, que recebeu voz de prisão em flagrante no local. A busca foi autorizada após uma denúncia de crimes contra menores.
Ainda conforme Flávio, as investigações apontam que o vereador estaria se relacionando com uma adolescente e a submetendo a prática de “escravidão sexual”.
A Polícia chegou em uma segunda vítima, hoje com 15 anos. Ela contou que sofre abusos do vereador desde que tinha 12 anos. No conteúdo pornográfico apreendido é possível identificar as duas vítimas.
Flávio destacou ainda que há indícios de que o vereador usava sua posição de médico – atuante na saúde municipal – para se aproximar das vítimas, especialmente as que estão em situação de vulnerabilidade. O caso segue sob investigação.




















