O novo prefeito de Rondonópolis (220 km de Cuiabá), Cláudio Ferreira (PL), afirmou que vai cobrar resposta a respeito das investigações sobre o assassinato da ex-diretora do Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear), Terezinha Silva de Souza, que segue sem conclusão.
A servidora do Sanear, Terezinha, foi assassinada com sete tiros em janeiro de 2021, quando se dirigia para o trabalho.
“É uma situação muito delicada. Existem os familiares da pessoa que foi assassinada, isso é muito triste, tocar nesse assunto sempre é muito delicado, politizar é um perigo, mas nós temos ali um caso de um assassinato por encomenda de uma servidora que precisa de respostas. Nós precisamos de resposta e eu tenho certeza que o povo de Rondonópolis também quer essa resposta”, destaca o prefeito.
Cláudio afirmou que irá cobrar respostas para que tanto os executores, quanto os mandantes paguem pelo crime.
“Esse assassinato, esse crime foi encomendado, ele está associado ao serviço público, ele não está associado à vida profissional, à vida passional da Terezinha, está associado à atividade funcional como servidora pública que ela exercia”, afirmou.
“Portanto, isso é preocupante, até hoje nós não sabemos de todos os detalhes desse caso e o que nós queremos é que os criminosos, tanto quem executou como quem foi o mandante, sejam responsabilizados”, completou.
Durante as investigações, apenas o policial militar Edvan de Souza Santos foi preso por envolvimento no crime. O mandante nunca foi encontrado e a motivação do homicídio também não foi esclarecida.
Além de chefiar uma empresa com milhões em contratos, Terezinha era uma das pessoas mais próximas do então prefeito do município, José Carlos do Pátio (PSB).
Uma das linhas de investigação na época, era possibilidade de crime ligado à política, devido ao cargo que Terezinha ocupava à frente de uma empresa com milhões contratos, além de ser considerada um dos braços direitos de do ex-prefeito, José Carlos do Pátio, mas a tese foi descartada ao longo das investigações.
Relembre o caso
Terezinha foi assassinada no dia 15 de janeiro, quando se deslocava de para o serviço na sede do Sanear.
No trajeto, ao parar em um sinal vermelho na Rua Major Otávio Pitaluga, no Centro da cidade, dois homens em uma motocicleta abordaram o carro. Sem dizer nada, um deles sacou uma arma e atingiu Terezinha com sete tiros.
Em seguida, os criminosos fugiram tomando rumo ignorado. Segundo a Polícia Civil, o policial militar era o piloto da motocicleta. Ele foi identificado após a polícia localizar a moto em Pedra Preta.
Outros suspeitos ainda não foram identificados. As investigações seguem em andamento.























