ELEIÇÕES 2026

PRD quer lançar Luiz Antônio Pagot ao Senado em 2026, diz Mauro Carvalho

Carvalho afirma que ex-diretor do Dnit é ‘muito bem preparado’ e pode formar dobradinha com Mauro Mendes
Reprodução

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O presidente regional do PRD em Mato Grosso, suplente de senador Mauro Carvalho, confirmou que o partido trabalha para lançar o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, como candidato ao Senado nas eleições de 2026. Em conversa com jornalistas, Carvalho também antecipou que a sigla oficializará uma federação com o Solidariedade nesta quinta-feira (26).

De acordo com ele, a proposta é que Pagot forme uma “dobradinha” com o governador Mauro Mendes (União Brasil), que deve disputar uma das duas vagas ao Senado em disputa no pleito do próximo ano.

“Mesmo com a federação, as alianças permanecem as mesmas: apoio ao Otaviano Pivetta como governador e a Mauro Mendes ao Senado. O que o PRD, junto com o Solidariedade, vai discutir é com relação à segunda vaga ao Senado. Temos um ótimo quadro que é o Luiz Antônio Pagot”, afirmou Carvalho.

O nome de Pagot, que já foi chefe da Casa Civil no governo Blairo Maggi (PP), é visto como forte dentro do partido, embora a decisão final ainda dependa de uma série de conversas e da disposição pessoal do ex-diretor em entrar na disputa. Segundo Carvalho, a bagagem técnica e política de Pagot o torna um nome natural para representar o PRD.

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“Pagot tem vida própria pela sua bagagem profissional, pelo seu conhecimento político e é uma pessoa muito bem preparada. Dentro do partido haverá essa discussão com relação ao nome dele e, principalmente, sobre a disponibilidade dele querer se candidatar”, disse o dirigente.

Carvalho revelou que já houve conversas com Pagot, mas que ele ainda não manifestou uma posição definitiva. “Nas conversas que tivemos, ele não demonstrou ser contra, nem a favor. Mas é uma ideia que mexe com ele”, completou.

Federação 

Carvalho confirmou que federação entre o PRD e o Solidariedade será oficialmente anunciada em cerimônia na Câmara dos Deputados, em Brasília nesta quarta-feira (25).

A união entre as siglas tem como objetivo fortalecer a atuação política nos estados e no Congresso Nacional.

Segundo Carvalho, a presidência nacional da federação ficará com Ovasco Resende, ex-presidente do PRD. Em Mato Grosso, a definição sobre o comando local ainda está em debate.

“Em Mato Grosso vai haver uma discussão ainda, mas acredito, que pelo tamanho, o PRD deve assumir a presidência. Mas ainda haverá uma discussão”, disse.

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Alianças mantidas

Apesar da formação da federação, as alianças políticas no estado não devem sofrer alterações. O grupo continuará apoiando Otaviano Pivetta para o Governo de Mato Grosso e Mauro Mendes para o Senado.

A escolha de Pagot como possível nome para a segunda vaga ao Senado reforça a intenção do grupo em montar uma chapa competitiva e experiente para o pleito de 2026.

Disputas em 2026

Na eleição de 2026, cada estado elegerá dois senadores. O pleito, por isso, deve intensificar as articulações entre partidos e federações, principalmente nas regiões onde os nomes mais competitivos tendem a se concentrar nos mesmos grupos políticos.

Com a possível candidatura de Mauro Mendes ao Senado, e agora a articulação em torno do nome de Pagot, o grupo liderado pelo União Brasil e pela federação PRD/Solidariedade busca garantir protagonismo nas urnas e representação sólida no Congresso Nacional.

A expectativa é que, nas próximas semanas, o PRD inicie conversas internas e externas para consolidar o nome de Pagot, caso ele aceite o desafio. Enquanto isso, lideranças do partido seguem apostando na construção de uma chapa de peso para o Senado, com forte respaldo técnico, político e eleitoral.

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