O deputado estadual Júlio Campos, disse que poderá deixar o União Brasil caso não haja espaço para o seu grupo disputar pelo menos uma vaga majoritária na eleição de 2026. Em conversa com jornalistas nesta quinta-feira (21), Júlio disse que não aceitará nenhuma imposição do partido.
“Posso [deixar], por que não? Eu sou fundador do PDS, PFL, Democrata e agora União Brasil. Mas também, se não tiver espaço para mim e meu grupo político termos uma majoritária em 2026 só tem um caminho para nós”, afirmou.
Dentro do União Brasil, Júlio forma um grupo com os deputados estaduais Eduardo Botelho, Dilmar Dal’Bosco e com o senador Jayme Campos.
Eles têm defendido que o partido lance uma candidatura própria para disputar a sucessão do governador Mauro Mendes, que é presidente estadual da sigla. Porém, Mauro já declarou que irá honra um compromisso feito com vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), ou seja, seu apoio será ele.
Por outro lado, Jayme, que tem manifestado publicamente seu interesse em se candidatar para governador, corre o risco de ficar sem espaço caso esse cenário se concretize no próximo ano. Caso sua candidatura ao governo não se viabilize Jayme poderia disputar uma reeleição, ao Senado, cenário esse que pode complicar ainda mais a situação, pois, Mauro é um dos nomes cotados para disputar uma vaga no Senado.
Segundo Júlio, é um consenso em seu grupo que eles podem sair do União. No entanto, ao ser questionado se está insatisfeito com o partido, o deputado negou.
“Não, por enquanto não. Os insatisfeitos que saiam. Têm várias opções, vários partidos. Quem não quer o Júlio Campos, um Jayme Campos, Dilmar Dal’Bosco, um Botelho?”, questionou.
“Nós temos um grupo mais ou menos consolidado em Mato Grosso e esse grupo vai decidir em conjunto. Queremos ficar todos juntos, mas também podemos nos separar sem problemas. Sem mágoas, nem ressentimentos”, completou.
Questionado sobre o partido apoiar a candidatura de Pivetta para o Governo em 2026, Júlio disse que não nada contar, porém, reiterou a necessidade de haver um diálogo dentro do partido para chegar a um consenso da maioria que integra o União Brasil.
“Não há nenhuma dificuldade de Pivetta ser o nosso candidato a governador. Nada contra, pelo contrário, somos amigos. Mas tem que ser conversado, dialogado, sem imposição e sem goela abaixo”.























