A Polícia Civil informou nesta segunda-feira (3) que o feto entregue decapitado no Hospital Geral de Cuiabá já estava morto havia vários dias dentro do útero da mãe. A principal linha de investigação aponta para um óbito intrauterino, sem indícios de aborto provocado.
O caso é apurado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que instaurou um procedimento preliminar para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.
Conforme as informações iniciais do Instituto Médico Legal (IML), a morte do bebê teria ocorrido antes do parto e não há, até o momento, elementos que indiquem ação criminosa.
O delegado responsável, Michael Paes, destacou que as conclusões ainda são parciais e dependem dos resultados oficiais dos exames periciais.
“As versões não oficiais veiculadas em grupos de mensagem não estão confirmadas, e a validação de qualquer informação só ocorrerá após a conclusão e o repasse formal dos laudos periciais”, afirmou o delegado.
As investigações seguem em andamento, com o cuidado de preservar a identidade e a privacidade das pessoas envolvidas.
O caso
O caso ganhou repercussão após uma mulher dar entrada no HGU, na noite de domingo (2), levando um feto de cerca de oito meses de gestação, já sem vida e decapitado em uma mochila.
Ela disse à equipe médica que havia sofrido um aborto espontâneo em casa e que não sabia da gestação. Durante o atendimento, os profissionais constataram que o feto apresentava diversas fraturas.
A médica responsável explicou que, possivelmente, o parto ocorreu em posição pélvica, quando os pés ou as nádegas saem primeiro — o que pode ter causado as fraturas e a separação da cabeça durante o processo. O Corpo foi encaminhado ao IML para exames de necropsia.























