Um inquérito policial complementar foi instaurado para apurar a possível participação de Cicero Martins Pereira Junior, 24, Christian Albino Cebalho de Arruda, 28, e Alédson Oliveira da Silva, 33, na morte da jovem Emelly Azevedo Sena, de 16 anos, no dia 12 de março, no Jardim Florianópolis, em Cuiabá. O trio é irmão, marido e cunhado de Nataly Helen Martins Pereira, de 25 anos, que confessou ter matado a adolescente para tirar o bebê de seu ventre.
No dia 13 de março, quando foi descoberto o caso, os três foram conduzidos à delegacia, ouvidos e liberados, uma vez que não havia elementos suficientes para mantê-los presos.
Em depoimento, todos confirmaram que estiveram com Nataly no dia do crime, mas negam participação da morte da adolescente. O irmão e o cunhado admitiram que apenas limparam o sangue da casa, achando que seria decorrente do parto de Nataly.
“As investigações seguem em andamento para apurar se eles teriam ou não auxiliado a autora de alguma forma, em algum momento dos crimes praticados por ela, assim como para individualização das possíveis condutas praticadas”, disse o delegado Michael Mendes Paes, responsável pelo inquérito policial.
Nataly Helen Martins Pereira, 25, foi indiciada, nesta segunda-feira (24), pelos crimes de homicídio quadruplamente qualificado pelo motivo torpe, emprego de asfixia, meio insidioso ou cruel, com traição e dissimulação, e recurso que impossibilitou a defesa da vítima com finalidade de assegurar a subtração de recém-nascido.
O crime
Durante o interrogatório na DHPP, a autora confessou friamente os fatos, dizendo que arquitetou e executou o crime sozinha. O objetivo da criminosa era de ficar com o bebê da adolescente.
Para executar o crime, a mulher atraiu Emelly com promessas de doações de roupas e a levou para uma casa no bairro Jardim Florianópolis, pertencente ao seu irmão, local onde matou e ocultou o corpo da menor.
Na casa, os policiais encontraram o corpo da adolescente enterrado em uma cova rasa, com parte da perna visível. A vítima estava com o ventre aberto, indicando uma situação de parto forçado, além de apresentar sinais de enforcamento, esganadura e asfixia. Ela estava com cabos de internet enrolados no pescoço, mãos e pernas; e dois sacos plástico na cabeça.






















