A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) indiciou Nataly Hellen Martins Pereira, de 25 anos, pelo crime de homicídio doloso contra a adolescente Emily Azevedo Sena, de 16 anos. Além do crime de homicídio, o inquérito apontou que ela cometeu ocultação de cadáver e mais um delito referente à tentativa de registro da criança.
Nataly está presa preventivamente na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, isolada das demais detentas. Ela confessou ter matado Emily, retirado o bebê de sua barriga e depois enterrou o corpo. O crime ocorreu no dia 12 de fevereiro.
A adolescente foi atraída para a casa do pai da suspeita, no bairro Jardim Florianópolis, sob o pretexto de receber doações de roupas para gestantes.
Após o crime, Nataly levou a recém-nascida ao Hospital Santa Helena e tentou obter a Declaração de Nascido Vivo, alegando que o parto ocorreu em casa. No entanto, a equipe médica suspeitou da versão e acionou a polícia.
De acordo com as investigações, a bombeira planejou o crime por pelo menos três meses, mantendo contato com a vítima através de um grupo de doações.
O advogado de Nataly, Ícaro Vione, disse que a defesa aguarda a tramitação do inquérito para formalizar um pedido de incidente de insanidade mental. Já o psiquiatra forense Guido Palomba, referência em criminologia, classificou a suspeita como uma “psicopata irrecuperável”
Além do homicídio doloso, Nataly foi indiciada por ocultação de cadáver, subtração de incapaz, parto suposto e falsidade ideológica.
A Polícia Civil investiga a possível participação de outras pessoas no crime. O marido da suspeita, Cristian Albino Cebalho de Arruda, chegou a ser conduzido à delegacia, mas foi liberado. O cunhado de Nataly, Alédson Oliveira da Silva, que lavou a cena do crime, também foi detido, mas negou envolvimento e foi solto.
A recém-nascida recebeu alta e segue sob cuidados da família de Emily.






















