DISPUTA DE TERRAS

PM confessa ter recebido R$ 150 mil para planejar assassinato de Renato Nery; caseiro foi executor

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O policial militar Heron Teixeira Pena Viera, ex-Rotam, preso por participação no homicídio do advogado Renato Nery, confessou em depoimento que recebeu R$ 150 mil para arquitetar o crime. Ele confessou ainda que o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva foi o executor do crime. O depoimento correu nesta semana na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá.

Durante o depoimento, Heron Teixeira disse que acordo inicial, era de R$ 200 mil, porém, recebeu R$ 150 mil. O PM ainda revelou que os mandantes teriam sido o casal de empresários de Primavera do Leste, Julinere Goulart Bentos e César Jorge Sechi, que foram presos temporariamente nesta sexta-feira (9). 

 

Alex Roberto e Heron Vieira foram presos nos dias 6 e 7 de março, na Operação Office Crime –  O Elo. Alex foi detido na chácara de Heron. Já o ex-Rotam, que não foi localizado na operação, se entregou na delegacia no dia seguinte.

Na época, a Polícia Civil já tinha identificado a contribuição de cada um deles no crime, sendo Alex Roberto o autor dos disparos que mataram Nery, e Heron o responsável por arquitetar o homicídio. 

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Segundo as investigações, o intermediador do crime, o policial militar Jackson Barbosa Pereira, acordou pagamento de R$ 200 mil com Heron. Entretanto, somente R$ 150 mil foram pagos, valor que foi dividido entre o caseiro e Heron, segundo ele afirmou na confissão.

Segundo a Polícia Civil, a motivação do crime foi uma disputa por terras no município de Novo São Joaquim, avaliadas em mais de R$ 30 milhões. 

A perícia no aparelho celular do caseiro encontrou um vídeo no qual ele se filmava dentro do Batalhão da Rotam, gravado dias após o homicídio do advogado. Em seus depoimentos, entretanto, Alex Roberto negou que frequentasse o local.

Na perícia no aparelho de celular de Alex Roberto foram descobertas mensagens trocadas entre ele e um homem com passagens criminais por tráfico de drogas e homicídio, nas quais o caseiro informava que “estaria indo em uma missão com a Rotam”. 

Outras provas ainda mostram que o caseiro trafegava pela cidade com a motocicleta vermelha, sem placas, que foi utilizada no dia do homicídio do advogado, tendo, inclusive, ido com ela até o batalhão militar.

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Segundo as investigações, o aparelho de celular, um Apple Iphone foi entregue ao caseiro pelo policial ex-Rotam, Heron Vieira. O presente foi dado em 11 de julho, mesmo dia em que houve o confronto forjado para plantar a arma usada no assassinato de Nery.

A DHPP abriu um Inquérito Complementar para apurar a possível participação, neste confronto forjado, de Heron Vieira e o PM da Inteligência da Rotam, Ícaro Nathan Santos Ferreira, que foi preso em 17 de abril, acusado de entregar a pistola Glock G17 usada para matar Nery.

Relembre a morte de Renato Ney

O advogado Renato Nery, de 72 anos, foi atingido por disparos de arma de fogo no dia 5 de julho de 2023, na frente de seu escritório, na avenida Fernando Corrêa, em Cuiabá. O advogado chegou a ser socorrido e passou por cirurgia em um hospital particular, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois.

Desde então, a Polícia Civil realizou diversas diligências técnicas e periciais para elucidar a execução do advogado, resultando no avanço das investigações e nas prisões dos envolvidos.

 

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