O soldado da Polícia Militar Raylton Duarte Mourão confessou ter assassinado a personal trainer Rozeli da Costa Souza Nunes, de 33 anos, em Várzea Grande. Ele se apresentou no domingo (21) no 1º Batalhão da PM e, em seguida, foi levado para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá, onde prestou depoimento.
Na manhã desta segunda-feira (22), Raylton deixou a delegacia chorando e tentando esconder o rosto. Contra ele havia mandado de prisão temporária expedido pela Justiça, cumprido no momento de sua apresentação. A esposa dele, a farmacêutica Aline Valandro Kounz, segue foragida e também é alvo da investigação.
Rozeli foi morta na manhã de 11 de setembro, quando saía de casa no bairro Cohab Canelas, em Várzea Grande. Câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens em uma motocicleta se aproximaram do carro da vítima e efetuaram os disparos.
Segundo a investigação, Raylton estava na garupa da moto e foi o autor dos seis tiros que atingiram Rozeli. O piloto da motocicleta ainda não foi identificado.
Após o crime, imagens de câmeras mostraram Raylton saindo de casa com a motocicleta e retornando horas depois a pé, o que reforçou as suspeitas.
Possível motivação
De acordo com a Polícia Civil, o crime teria relação com uma ação judicial movida por Rozeli contra o casal, pedindo R$ 24,6 mil de indenização por danos materiais e morais após um acidente de trânsito.
Em março, um caminhão-pipa da empresa Reizinho Água Potável, de propriedade de Raylton e Aline, danificou o carro da vítima. Sem conseguir resolver a situação de forma amigável, Rozeli entrou na Justiça pedindo cerca de R$ 9,6 mil para o conserto e R$ 15 mil por danos morais. O processo ainda não havia sido julgado quando ela foi morta.
Defesa do policial
O advogado Marciano Xavier, que defende Raylton, afirmou que o cliente está “extremamente arrependido” e que já deu detalhes sobre o crime à polícia.
“Ele confessou, respondeu às perguntas do delegado e admitiu a autoria dos disparos. Eu defendo ele, somente ele”, declarou.
O advogado negou que a esposa do policial tenha participado do assassinato. “Já posso assegurar que a esposa dele não tem absolutamente nada a ver com esse fato”, disse.
Próximos passos
Raylton passou por audiência de custódia nesta segunda-feira e permanece preso. Ao deixar a delegacia, ele cobriu o rosto o tempo todo. Depois de entrar na viatura, o PM começou a chora.
A Polícia Civil investiga a participação de outras pessoas no crime e segue em busca de Aline Valandro, que continua foragida.
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