O deputado estadual Paulo Araújo teve uma passagem relâmpago pelo Agir e deixou a sigla no mesmo dia em que se filiou, na última sexta-feira (3), após pressão interna de pré-candidatos que compõem a chapa para deputado estadual. Sem alternativas imediatas, o parlamentar acabou sendo filiado, de forma reservada, ao Republicanos, onde também enfrenta resistência.
Inicialmente, Araújo tinha como destino o PRD, partido que estava sob influência do chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho. No entanto, a sigla passou para o controle do grupo político do senador Wellington Fagundes (PL), adversário do governador Mauro Mendes, o que inviabilizou a articulação.
Diante disso, o deputado foi direcionado ao Agir por meio de articulação de aliados do governo estadual, que buscavam estruturar a legenda para abrigar nomes como Gilberto Figueiredo e Dilmar Dal Bosco, ambos ligados à base governista e também sem definição partidária após a mudança no comando do PRD.
A permanência de Araújo no partido, porém, foi rapidamente contestada. Pré-candidatos do Agir pressionaram a direção nacional, alegando que o deputado poderia prejudicar o desempenho eleitoral da chapa. Diante da reação, a legenda optou por desfiliar o parlamentar para evitar uma debandada interna.
No Republicanos, partido do governador Otaviano Pivetta, a chegada de Araújo também não é consenso. Lideranças como a vereadora Maysa Leão e o deputado estadual Dr. Eugênio demonstram incômodo com a possível redução de espaço para nomes já consolidados na sigla.
A insatisfação interna também envolve o crescimento do número de políticos com mandato dentro do partido, incluindo o deputado Diego Guimarães, o que pode dificultar a montagem de chapas competitivas e acirrar disputas por vagas nas eleições.






























