27 SEMANAS

Mulher é investigada após abordo em Cuiabá; feto foi encontrado em saco de lixo

A informação recebida pelos agentes era de que o feto havia sido enrolado em um lençol e deixado dentro da residência, que estava trancada.

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Uma jovem de 24 anos, que não teve a identidade revelada, é investigada pela morte de um feto de aproximadamente 27 semanas, encontrado dentro de um saco plástico de lixo em um quarto de residência no bairro Coxipó da Ponte, em Cuiabá. O caso foi registrado na tarde de quinta-feira (25), após a equipe médica do Hospital Geral acionar a Polícia Militar diante de uma situação considerada suspeita.

De acordo com boletim de ocorrência, a médica relatou que prestou atendimento, a mulher que deu entrada no pronto-atendimento relatando que havia expelido o feto pela manhã, em sua casa. Apesar disso, não levou o material ao hospital.

A paciente informou estar com cerca de 27 semanas de gestação e afirmou que eliminou o feto e a placenta em casa. No entanto, a profissional de saúde destacou que abortos espontâneos em estágios tão avançados da gravidez são incomuns, principalmente em mulheres sem comorbidades.

Durante a avaliação clínica, foi identificado sangramento vaginal discreto, colo do útero entreaberto, útero contraído e lóquia dentro da normalidade. Uma ultrassonografia revelou útero aumentado de volume e presença de coágulos. A paciente foi internada para cuidados puerperais.

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A médica então orientou a jovem sobre a necessidade de levar o feto para análise. Diante da recusa e das inconsistências em seu relato, já que ela não soube esclarecer se o feto nasceu com vida  a Assistência Social e o Conselho Tutelar foram acionados, seguidos pela Polícia Militar.

A informação recebida pelos agentes era de que o feto havia sido enrolado em um lençol e deixado dentro da residência, que estava trancada. Acompanhados por uma oficial de justiça e pela irmã da paciente, os policiais entraram no local e encontraram o feto dentro de um saco de lixo em um dos quartos.

A área foi isolada e tratada como cena de crime até a chegada da equipe da Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec). 

O caso foi registrado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que irá apurar as circunstâncias da morte do feto e se houve crime por parte da mãe.

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