LAVAGEM PARA O PCC

MP diz que Deolane tinha máquina de contar dinheiro

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Ao defender, nessa quinta-feira (20/8), a manutenção da prisão preventiva da influenciadora Deolane Bezerra e de familiares de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) afirmou, em documento ao qual a coluna teve acesso, que Deolane é dona da máquina de contar dinheiro apreendida em maio deste ano, durante a Operação Vérnix.

A máquina de contagem de cédulas foi apreendida durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa de Everton de Souza, apontado como o “Player” do Primeiro Comando da Capital (PCC), em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Na ocasião, também foi encontrada uma caixa de dinheiro em nome da influenciadora. Feita de madeira, a caixa guardava cerca de R$ 20 mil e estava fechada com uma tampa com o nome “Dra. Deolane” gravado, além da frase “o justo não se justifica”.

O MPSP também afirmou que a apreensão dos itens “assevera a continuidade das atividades ilícitas de lavagem de dinheiro por parte dela e a contemporaneidade necessária para a manutenção da prisão”.

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Operação

Deolane foi presa em 21 de maio, em Alphaville, na Grande São Paulo, durante a Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.

A ação também teve como alvos Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo da facção, o irmão dele, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos: Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.

As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.

“Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021. A análise financeira identificou dezenas de transferências fracionadas destinadas às contas da influenciadora, incluindo repasses que, somados, chegaram perto de R$ 700 mil.”

À época, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões em contas vinculadas à influenciadora, além da apreensão de 39 veículos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões.

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