O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, afirmou nesta segunda-feira (19), que o Brasil poderá retomar o status de país livre da gripe aviária em 28 dias, caso não sejam registrados novos focos da doença até lá. A contagem segue os critérios da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
O primeiro foco confirmado em granja comercial foi registrado na última quinta-feira (15), em Montenegro (RS). Desde então, o Mapa tem intensificado as ações de contenção, incluindo o abate das aves e restrições ao trânsito de animais e produtos nas áreas afetadas.
“O objetivo é restabelecer a normalidade. É importante fazer todo o bloqueio e rastreamento de tudo que saiu da granja onde o foco foi detectado, porque, com a inutilização da produção, diminuímos muito o risco de novos casos. Se não houver nenhum novo caso em 28 dias, podemos dizer aos compradores e ao mercado que o país volta ao status de livre de gripe aviária”, disse o ministro à imprensa.
O Brasil confirmou, até o momento, dois casos de influenza aviária do tipo H5N1: um em uma granja comercial de matrizes em Montenegro (RS), na Região Metropolitana de Porto Alegre, e outro em cisnes localizados no zoológico de Sapucaia do Sul (RS).
De acordo com o Mapa, além desses outras seis casos suspeitos em diferentes estados, incluindo uma propriedade de subsistência em Nova Brasilândia, em Mato Grosso (a 223 km de Cuiabá), estão sob investigação. A suspeita, de Nova Brasilândia foi divulgada no domingo (18), envolve uma criação doméstica de aves.
Outros focos sob investigação envolvem tanto granjas comerciais quanto produções familiares, elas estão localizadas nos estados: Ipumirim (SC) – granja comercial, Aguiarnópolis (TO) – granja comercial, Triunfo (RS) – produção familiar para subsistência Gracho Cardoso (SE) – produção familiar para subsistência, Salitre (CE) – produção familiar para subsistência, Nova Brasilândia (MT) – produção familiar para subsistência.
Segundo o ministro, o sistema de defesa agropecuária realiza investigações de forma contínua e transparente.
“A apuração de suspeitas é corriqueira e o governo trata os alertas com total transparência, como exige o rigor sanitário e o compromisso com o mercado internacional”, disse.























