ELEIÇÕES 2026

Max se reúne com Podemos para decidir apoio entre Pivetta e Wellington

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O deputado estadual Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa e principal liderança do Podemos em Mato Grosso, deve definir nesta terça-feira (4) qual caminho o partido seguirá na disputa ao Governo do Estado.

A sigla avalia se permanecerá no grupo político liderado pelo ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), em apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), ou se romperá a aliança para fortalecer a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Palácio Paiaguás.

Max se reunirá ainda pela manhã com pré-candidatos do Podemos, em sua residência, antes da convenção partidária, marcada para as 13h.

Nos bastidores, Wellington ofereceu ao Podemos a indicação da vaga de vice-governador em sua chapa. Já o grupo de Mendes e Pivetta colocou na mesa a segunda suplência na chapa de Mendes ao Senado, além de apoio a Max para uma eventual reeleição à Presidência da Assembleia Legislativa, em fevereiro do próximo ano.

A possibilidade de o Podemos lançar candidatura própria, com o empresário Elson Ramos, é considerada praticamente descartada. Outra hipótese, também tratada como remota, seria a legenda adotar neutralidade na disputa pelo Governo.

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Risco político

Aliados de Max avaliam que o rompimento com o grupo de Mendes e Pivetta envolve risco, mas também poderia ampliar o espaço político do Podemos em uma eventual vitória de Wellington.

“Todos sabem que se o Podemos for com o Pivetta, e ele se reeleger, a sigla deverá ter um papel de coadjuvante. Agora, se for com o Wellington e ganhar, Max e a sigla terão outra estatura e perspectivas”, afirmou uma fonte do partido.

A mesma fonte disse que a decisão passa por uma avaliação sobre o espaço político futuro da sigla dentro dos grupos em disputa.

“É arriscado romper? Claro. Mas ficaremos a vida inteira sendo coadjuvantes? Sabemos que nesse grupo de Mendes não tem espaço. Se Pivetta ganhar, em 2030 vão querer lançar o Fábio Garcia ao Governo. E todos sabem das pretensões de Max”, declarou.

Apesar das pressões, interlocutores afirmam que Max não deve tomar a decisão sozinho e pretende ouvir os pré-candidatos antes de bater o martelo.

“Ele não tomará nenhuma decisão sozinho. Irá ouvir a todos e avaliar o cenário”, disse a fonte.

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Na noite de segunda-feira (3), Max voltou a se reunir com Wellington Fagundes, desta vez na casa do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB). No encontro, o pré-candidato do PL reiterou que a vaga de vice em sua chapa está à disposição do Podemos.

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