O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), anunciou que irá solicitar ao governador Mauro Mendes (União Brasil) a prorrogação, por mais 120 dias, da suspensão dos descontos em folha de pagamento dos servidores estaduais referentes a contratos de crédito consignado firmados com as empresas Cartos Sociedade de Crédito, BemCartões e ClickBank.
Segundo o parlamentar, a medida é necessária para garantir a conclusão do levantamento conduzido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e apurar eventuais irregularidades cometidas pelas instituições financeiras.
“Esse prazo é necessário para que os nossos servidores não sejam lesados. O TCE ainda não teve acesso a todos os contratos e não podemos aceitar que continue roubando os nossos servidores. Precisamos chegar ao fundo dessa investigação”, afirmou Max Russi.
A suspensão dos descontos já havia sido determinada pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), inicialmente por 90 dias. Para Russi, porém, esse período não é suficiente diante da complexidade do caso.
“O conselheiro Sérgio Ricardo já explicou que são milhares de contratos, não é fácil levantar tudo em pouco tempo. Com esse prazo maior, será possível chegar a todos os números e penalizar aqueles que não agiram de forma correta no passado”, acrescentou.
De acordo com a Seplag, há fortes indícios de que as três empresas investigadas atuavam em conjunto como um grupo econômico vinculado à Capital Consig, instituição que já havia sido suspensa em 2024 após denúncias de servidores.
A apuração está sendo realizada por uma força-tarefa que reúne o Procon, o Ministério Público Estadual (MPE), o Decon, a Controladoria-Geral do Estado (CGE) e o próprio Tribunal de Contas. O objetivo é identificar práticas abusivas e eventuais ilegalidades nos contratos de crédito consignado que atingiram milhares de servidores.
Max Russi destacou que a prioridade é assegurar proteção aos trabalhadores até o fim da apuração.
“Precisamos dar tranquilidade aos servidores, que já sofrem com descontos abusivos e cobranças indevidas. A investigação deve ser concluída com seriedade para que não reste impunidade”, concluiu.























