Max Fercondini pode ser visto novamente em “Malhação”, na oitava temporada, que entrou recentemente no catálogo do Globoplay. O ator, que está afastado da TV, lembra o papel na novela.
— Tenho memórias dos colegas, do Iran Malfitano, do Dado Dolabella e do Sergio Hondjakoff, que eram os mais próximos. Era o primeiro trabalho da maioria, mas para mim foi o terceiro. Eu já tinha feito as novelas “Esplendor” e “Laços de família”, na TV Globo. Apesar de estar começando ainda naquela época, eu me lembro de observar o contato dos atores com a fama — diz.
Perto de completar 25 anos de carreira, ele celebra os personagens que viveu e as outras oportunidades que teve na TV:
— Um quarto de século. Foi uma fase muito boa. Eu aproveitei muito e tive êxito nas coisas que eu fiz na televisão, não só como ator, mas também como apresentador e depois dirigindo as séries que eu comandei no sábado pela manhã (como “Sobre as asas”, em 2015). Tive a chance de conhecer muita gente e ainda colho frutos do que eu fiz durante esses anos — diz ele, que fez a última novela em 2013, “Flor do Caribe”.
Há sete anos em Portugal, o ator mora num barco (veja fotos abaixo) e afirma já ter recebido vários amigos famosos, como Cissa Guimarães, Murilo Rosa e Walcyr Carrasco. Há sete meses, ele migrou de Lisboa para a região do Algarve:
— O que mais gosto neste estilo de vida é o fato de estar em constante contato com a natureza e levar uma vida mais simples, com menos aquisição de bens. É um modelo de vida que me encantou demais. Eu achei que ficaria só um ano e meio, e lá se vão sete. Eu projetei dez anos vivendo no barco porque é o que consigo imaginar facilmente, mas não me vejo morando em terra firme por um bom tempo.
Com uma vida nômade e com o barco como moradia, o ator conta se tem tempo para conhecer novas pessoas e namorar:
— É difícil encontrar alguém que tenha a disponibilidade para morar em um barco, mas vez ou outra eu encontro uma menina que está velejando sozinha. Aí acabo aproveitando um pouco o momento em que estamos ancorados na mesma região. Eu tenho ficado um pouco mais fixo em Portugal, então acabo encontrando e me despedindo desses amores quando partem de novo para navegar. É mais raro jovens morando em barco. Ali, como é uma região mais turística, acabo conhecendo meninas que estão passeando e rola algum namorico rápido, de temporada.
Mesmo nômade, Fercondini não deixa de passar as festas de fim de ano com a sua família. Por isso, ele viajou para Orlando, nos Estados Unidos, para aproveitar ao lado da mãe, do irmão e das sobrinhas:
— É mais fácil eu viajar para encontrar com eles do que eles irem me ver. Então, fui para os EUA. É meu momento de tirar umas férias do barco. Eu amo minha casa, não abro mão de ficar no barco. É engraçado que alguns amigos meus falam: “Max, se você precisar e quiser dormir em uma cama estável, está à disposição o meu apartamento”. Sempre recuso e prefiro ficar no meu barco.
O Globo




























