O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), se manifestou nas redes sociais nesta terça-feira (28) sobre a operação policial realizada no Complexo do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, que deixou pelo menos 64 mortos e 81 presos. Em publicações nas redes sociais, Mendes lamentou as mortes, mas afirmou que é preciso coragem para enfrentar o crime organizado e cobrou mudanças urgentes na legislação penal brasileira.
“Bandido não respeita mais a polícia, não respeita mais a pena; perdeu o medo do nosso Judiciário e das punições que são aplicadas. Precisamos mudar isso no Brasil”, disse o governador.
“Cenas como essa são lamentáveis, mortes são lamentáveis, mas é necessário ter coragem para enfrentar a criminalidade”, reforçou.
Mauro parabenizou as forças de segurança do Rio de Janeiro e o governador Cláudio Castro (PL) pela condução da operação, que foi batizada de Operação Contenção.
“Quero parabenizar as forças de segurança daquele estado e o governador Cláudio Castro pela coragem de fazer esse enfrentamento, porque não é possível deixar que criminosos e bandidos dominem bairros, regiões e cidades inteiras no nosso país, como está acontecendo”, declarou.
Mendes voltou a cobrar uma reação do Estado brasileiro contra o avanço das facções criminosas, e leis mais severas.
“As leis frouxas e a sensação de impunidade fizeram a criminalidade perder o medo da Justiça e da Polícia. E agora somente medidas muito duras podem fazer frente ao avanço das facções. Parabéns ao governador Cláudio Castro e às forças de segurança do RJ por esse duro e necessário enfrentamento. O que mais precisa acontecer para que bandido seja tratado como bandido nesse país?”, escreveu.
Mendes, que tem feito da segurança pública uma das principais bandeiras de seu segundo mandato, afirmou que o país precisa reagir com firmeza.
“Todos estamos acompanhando o que acontece no Rio de Janeiro. A polícia está enfrentando traficantes que reagiram com barricadas, queimando pneus e atirando. É lamentável que as leis brasileiras tenham permitido que as coisas chegassem a esse ponto. Bandido não respeita mais a polícia, nem o Judiciário. Precisamos mudar isso. Mortes são lamentáveis, mas é necessário ter coragem para enfrentar a criminalidade”, declarou em vídeo.
A fala de Mendes reflete o posicionamento que tem adotado desde o início de seu governo, com a defesa de políticas de endurecimento penal e fortalecimento das forças policiais. O tema também é considerado estratégico dentro de seu projeto político, já que o governador é cotado para disputar o Senado em 2026.
Operação no Rio de Janeiro
A Operação Contenção foi deflagrada na manhã de terça-feira (28) e mobilizou cerca de 2,5 mil agentes das forças de segurança para cumprir 100 mandados de prisão nas comunidades da Penha e do Alemão. Segundo o governo fluminense, a ação tinha como objetivo combater o avanço da facção Comando Vermelho, que vinha ampliando seu domínio na capital.
Durante a operação, criminosos reagiram com tiros, ergueram barricadas em chamas e chegaram a usar drones que lançavam explosivos contra os policiais. O confronto deixou mais de 100 mortos, entre eles quatro policiais, e dezenas de feridos. Um delegado segue internado em estado grave.
Na madrugada desta quarta-feira (29), moradores da Penha reuniram cerca de 50 corpos em áreas de mata próxima, o que levantou dúvidas sobre o número oficial de vítimas. O governo do Rio informou que será realizada uma perícia para confirmar se todos os corpos têm relação direta com a operação.
A ação superou em letalidade as ocorridas no Jacarezinho, em 2021, e na Vila Cruzeiro, em 2022, ambas também sob o governo de Cláudio Castro. Somadas, essas duas operações resultaram em 62 mortes, número inferior ao registrado na Operação Contenção.
A repercussão nacional foi imediata. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião com ministros da área de segurança e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para discutir medidas de apoio ao Rio de Janeiro. Entre as possibilidades está a decretação de uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO), embora Lula já tenha manifestado restrições a esse tipo de intervenção militar.
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