Os três principais líderes do esquema de tráfico de drogas investigado na Operação Primatus, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (16), foram identificados como Jozimar da Silva dos Reis, Mikaele Carolina Almeida da Silva e Sheila do Nascimento, conhecida como Nayroby. Apesar de estarem presos em Cuiabá, os investigados continuavam a exercer funções de comando dentro da organização criminosa, segundo as investigações.
Ao todo, foram cumpridos 26 mandados de prisão, sendo quatro em unidades penitenciárias — três na capital mato-grossense e um em Colniza. Os demais alvos foram detidos em ações coordenadas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e pela Delegacia de Aripuanã.
De acordo com o delegado Rodrigo Azem, o esquema era sustentado por dois grupos distintos que atuavam de forma paralela e complementar.
“São dois grupos diferentes: um formado por faccionados ligados diretamente ao tráfico de drogas e outro composto por empresários que utilizavam suas empresas para praticar extorsões no garimpo”, explicou durante coletiva à imprensa.
As investigações apontam que, mesmo dentro do presídio, os líderes mantinham o controle das atividades criminosas por meio de comunicação externa.
“Esses alvos que já estão presos possuem status de liderança. Mesmo encarcerados há algum tempo, continuam coordenando as ações em Aripuanã. Todo o controle do tráfico de drogas e o controle financeiro passam pelas mãos deles”, detalhou Azem.
Crimes atribuídos aos líderes
Além da movimentação do tráfico e da gestão financeira, os detentos também seriam responsáveis por autorizar execuções e ordenar os chamados salves — ordens internas que determinam punições dentro da facção. A Polícia Civil informou que esses crimes estão sendo investigados em procedimentos paralelos.
A Operação Primatus é resultado de meses de investigação, que monitorou a atuação da facção no controle de áreas de garimpo e no aliciamento de empresários para práticas criminosas. A ofensiva marca mais uma ação integrada contra o crime organizado no interior de Mato Grosso.


















