CASAL ESTÁ FORAGIDO

Justiça decreta prisão de PM e esposa suspeitos de mandar matar personal trainer em Várzea Grande

Conforme o boletim de ocorrência e os autos do processo, o caminhão não teria respeitado a sinalização de “pare”, obrigando Rozeli a desviar para o canteiro e frear bruscamente.

publicidade

A Justiça decretou, nesta segunda-feira (15), a prisão temporária do policial militar Raylton Mourão e de sua esposa, a farmacêutica Aline Valandro Kounz, suspeitos de envolvimento no assassinato da personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes, de 33 anos. O crime ocorreu na última quinta-feira (11), no bairro Cohab Canelas, em Várzea Grande, quando Rozeli saía de casa para trabalhar.

Segundo a investigação, dois homens em uma motocicleta se aproximaram do carro da vítima e efetuaram os disparos. As câmeras de segurança da região registraram a ação, mas até o momento os executores não foram identificados. Rozeli morreu ainda no local.

No último sábado (13), a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na residência do casal, mas eles não foram encontrados. Agora, Raylton e Aline são considerados foragidos.

O juiz responsável pelo caso atendeu ao pedido da investigação, que apontou fortes indícios da participação dos dois no crime.

A motivação do crime

As apurações indicam que o crime pode ter sido motivado por um processo judicial movido pela vítima contra o casal. Em março, Rozeli sofreu um acidente de trânsito envolvendo um caminhão-pipa da empresa Reizinho Água Potável, de propriedade de Raylton e Aline.

Leia Também:  Operação mira suspeitos de tentativa de homicídio a mando de facção em MT

Conforme o boletim de ocorrência e os autos do processo, o caminhão não teria respeitado a sinalização de “pare”, obrigando Rozeli a desviar para o canteiro e frear bruscamente. Com a manobra, uma motocicleta que vinha atrás acabou colidindo na traseira do carro dela.

O veículo da personal trainer sofreu avarias avaliadas em cerca de R$ 8 mil. A vítima chegou a tentar um acordo diretamente com o policial militar, mas não obteve sucesso.

Diante da recusa, Rozeli ingressou com uma ação judicial pedindo ressarcimento de R$ 9,6 mil pelo conserto do automóvel e R$ 15 mil por danos morais. Ela também destacou que a empresa responsável não possuía CNPJ nem autorização legal para funcionar.

Além da disputa judicial, Rozeli relatou dificuldades financeiras para arcar com o reparo do carro, tendo apresentado declaração de hipossuficiência no processo. Ainda assim, precisou custear o conserto do automóvel para poder continuar trabalhando.

Rozeli era casada com um caminhoneiro, que estava em viagem no momento do assassinato. Ela deixou dois filhos, de 6 e 12 anos.

Leia Também:  Governador sanciona lei que autoriza Hospital Albert Einstein a gerir o Hospital Central

Investigação em andamento

A Polícia Civil segue investigando o caso e busca localizar os executores do homicídio, bem como esclarecer a participação de Raylton e Aline. A principal linha de investigação aponta que a morte teria sido encomendada como retaliação à ação judicial movida pela personal trainer.

As autoridades reforçam que denúncias sobre o paradeiro do casal podem ser feitas de forma anônima à polícia.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

RELACIONADAS