"DISTANTES DAS BASES"

Júlio critica ausência de Mauro Mendes em articulações do União Brasil para eleições 2026

O parlamentar afirmou que falta diálogo e articulação interna, especialmente no momento em que as legendas se preparam para as eleições de 2026.

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O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) voltou a criticar, nesta segunda-feira (9), a condução política do governador Mauro Mendes à frente do diretório estadual do partido em Mato Grosso. Em entrevista ao Cuiabá Notícias, o parlamentar afirmou que falta diálogo e articulação interna, especialmente no momento em que as legendas se preparam para as eleições de 2026.

“A maior preocupação dentro do União Brasil, após a composição com o Partido Progressistas (PP), é justamente a formação das chapas para o Parlamento Estadual e Federal. O PP, liderado pelo deputado Paulo Araújo, já tinha uma chapa organizada, com chances reais de reeleição e até de ampliar a bancada. Já o União Brasil estava parado, sem nenhuma chapa formada — apenas os atuais deputados e suplentes que talvez repitam a votação. Agora, com a fusão, será necessário montar uma chapa completa, com pelo menos 27 ou 28 nomes, sendo que um terço disso precisa obrigatoriamente ser de mulheres”, explicou Júlio.

Segundo ele, mesmo sendo governador e presidente da legenda, Mauro Mendes tem se mantido ausente das decisões internas. “O União Brasil está praticamente parado, embora o Fábio Garcia discorde disso. Desde a eleição do ano passado, em outubro, não tivemos nenhuma reunião. A primeira só ocorreu agora, mais de seis meses depois, e foi decepcionante: o presidente do partido, o governador, não compareceu. Todos sabem a importância dele como liderança maior da sigla”, criticou.

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Júlio também reclamou que as decisões estão sendo tomadas de forma isolada, sem considerar as lideranças históricas do partido.

“Há um distanciamento das bases, e se não houver mudança de postura, muitos filiados podem migrar para outras legendas. Ainda dá tempo de reorganizar, mas é preciso diálogo. Um partido forte se constrói com união de verdade, não com decisões unilaterais”, completou.

A tensão interna aumentou com a recente declaração de apoio de Mauro Mendes à candidatura do seu vice, Otaviano Pivetta (Republicanos), como sucessor no governo estadual. A sinalização, feita antes mesmo de qualquer debate interno, pode aprofundar o racha no União Brasil e acelerar o esvaziamento da sigla em Mato Grosso.

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