A Justiça de Cotriguaçu decidiu manter preso o homem acusado de assassinar brutalmente a companheira Fabiana Amorim, de 37 anos. A juíza Gezicler Luiza Sossanovicz Artilheiro, da Vara Única do município, converteu nesta sexta-feira (12) o flagrante de Rodrigo Albring Justino, 31 anos, em prisão preventiva, garantindo que o suspeito permaneça detido durante as investigações. A decisão foi tomada durante a audiência de custódia, realizada menos de 24 horas após o crime que chocou a cidade.
Rodrigo, que possui extensa ficha criminal, foi localizado quando tentava fugir pela balsa de Juruena, logo após o assassinato. Segundo a polícia, ele matou Fabiana dentro da casa onde o casal vivia há cerca de um mês.
Depois do ataque, gravou vídeos do corpo ensanguentado da vítima e enviou para a ex-mulher, afirmando que faria o mesmo com ela. A ex-companheira acionou a polícia imediatamente.
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Fabiana já sem vida. O corpo estava caído no quarto e, ao lado dela, dormia o filho pequeno, uma criança de apenas 4 anos, que não presenciou a cena, mas ficou exposta ao ambiente do crime. O Conselho Tutelar foi acionado e assumiu o cuidado com a criança. O caso está sob segredo de Justiça por se tratar de feminicídio.
Com base nas informações da denúncia, equipes iniciaram buscas e localizaram Rodrigo ainda na madrugada, esperando para atravessar o rio. Conduzido à delegacia, ele confessou ter cometido o assassinato após uma discussão. Usou uma faca para ferir fatalmente a vítima e afirmou ter agido depois de receber dois tapas durante a briga.
A polícia também confirmou que Rodrigo já tinha diversas passagens criminais, incluindo uma acusação de estupro de vulnerável contra uma criança de 11 anos, além de outros registros por violência. Agora, com a prisão preventiva decretada, o suspeito segue detido enquanto avança a apuração do caso, que gerou forte comoção e revolta no município.





















