CRIME CHOCANTE

Homem que matou a tia e arrancou o coração recebe alta médica e deixará unidade psiquiátrica em Cuiabá

A decisão foi assinada pelo juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, embasada em laudos psiquiátricos que indicam “estabilidade clínica” do paciente.

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Lumar Costa da Silva, de 34 anos, assassinou a própria tia e retirou o coração da vítima, teve alta médica e deixará o Centro Integrado de Atenção Psicossocial Adauto Botelho (CIAPS), em Cuiabá. A partir de agora, ele cumprirá medida de segurança com acompanhamento intensivo no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do município de Campinápolis, em São Paulo.

A decisão foi assinada pelo juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto na última quarta-feira (18), embasada em laudos psiquiátricos que indicam “estabilidade clínica” do paciente.

Segundo o despacho, o tratamento continuará em regime ambulatorial intensivo e por tempo indeterminado, com acompanhamento de equipe multiprofissional, incluindo psiquiatras. Lumar também deverá ser supervisionado por um responsável legal.

Entre as restrições impostas pela Justiça, ele está proibido de sair da cidade sem autorização judicial, não pode frequentar locais como prostíbulos ou casas de jogos e está impedido de consumir bebidas alcoólicas ou qualquer tipo de droga ilícita.

Relembre o caso

O crime ocorreu em julho de 2019, no município de Sorriso, a cerca de 420 km de Cuiabá. A vítima, Maria Zélia da Silva, de 55 anos, foi morta com requintes de crueldade. Após o homicídio, Lumar arrancou o coração da tia e o entregou à filha dela.

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Na ocasião, ele havia se mudado para Mato Grosso há poucos dias, vindo de Campinas (SP), onde já havia tentado matar a própria mãe. Conforme relato da Polícia Civil, ele chegou a Sorriso no dia 28 de junho de 2019 para morar com a tia, entregou currículos na cidade, e em poucos dias passou a usar drogas dentro da residência. Incomodada com o comportamento do sobrinho, a vítima o ajudou a se mudar para uma quitinete.

Em depoimento à polícia, Lumar alegou ter ouvido “vozes do universo” que o orientaram a matar a tia. Na época, ele declarou à imprensa:

“Matei e não me arrependo. O universo fala comigo e me disse: mata ela logo, ela tem que morrer.”

Oito dias após o crime, ele foi transferido para a Penitenciária Osvaldo Florentino Leite Ferreira, em Sinop. Durante o transporte, tentou enforcar outro preso dentro do camburão.

Laudo psiquiátricas

A primeira avaliação médica, feita em 2020, apontou que Lumar sofre de transtorno afetivo bipolar e não possui condições de convivência social. Um segundo laudo, considerado incompleto pela Justiça, foi desconsiderado por falta de respostas claras.

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O terceiro parecer, elaborado pelo psiquiatra forense Rafael de Paula Giusti, confirmou o diagnóstico de Transtorno Afetivo Bipolar tipo I, com episódios de euforia, autoestima inflada, impulsividade e comportamento agressivo, intercalados com momentos de depressão profunda, sentimentos de inutilidade e pensamentos suicidas.

O documento também destaca que o uso de substâncias alucinógenas como LSD agravou o quadro clínico do paciente no dia do crime. Segundo o especialista, indivíduos com esse transtorno que fazem uso de drogas têm até 10 vezes mais chances de praticar atos violentos em comparação com a população geral.

A conclusão do laudo recomenda tratamento psiquiátrico contínuo e por tempo indeterminado, diante do risco de reincidência e da gravidade dos sintomas.

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