Um homem identificado como Júlio César da Costa Lima, de 36 anos, foi morto a tiros na noite de quinta-feira (30), nas proximidades do antigo Clube Dom Bosco, no bairro Bandeirantes, em Cuiabá (MT). O crime, registrado por volta das 18h.
De acordo com o delegado Caio Albuquerque, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), as investigações iniciais apontam que Júlio estava sendo perseguido por dois suspeitos momentos antes de ser alvejado. Ele dirigia um Volkswagen Polo pela via quando foi surpreendido por outro veículo que vinha em sentido contrário.
“As informações preliminares indicam que a vítima foi alvo de uma emboscada. Os ocupantes do outro carro começaram a atirar assim que se aproximaram”, explicou o delegado.
Mesmo tentando escapar, Júlio não conseguiu fugir dos disparos. Os tiros atingiram principalmente o peito e a cabeça da vítima, que morreu ainda no local.
No carro também estava a companheira de Júlio, que sobreviveu e prestou depoimento à Polícia Civil. Segundo ela, o momento foi de desespero e pânico. “Um dos suspeitos gritou ‘perdeu, perdeu!’ antes de começar a atirar”, relatou a mulher.
A polícia confirmou que a mulher não foi atingida pelos disparos, mas ficou em estado de choque após presenciar a execução.
Testemunhas que estavam próximas ao local contaram à polícia que, após o ataque, os criminosos retiraram o corpo de Júlio do veículo para confirmar se ele era realmente o alvo do atentado. Em seguida, fugiram em alta velocidade, tomando rumo desconhecido.
O local foi isolado por equipes da Polícia Militar até a chegada dos peritos da Politec, que realizaram os primeiros levantamentos técnicos, incluindo a coleta de cápsulas e análise da cena do crime.
Segundo o delegado, Júlio possuía passagens criminais e havia retornado recentemente a Cuiabá, após viver por um período na região de fronteira. Essa informação levantou a hipótese de que o homicídio possa ter relação com acertos de contas ou disputas criminosas.
“Estamos apurando todas as linhas investigativas. Há indícios de que a vítima vinha recebendo ameaças desde que retornou à capital”, informou o delegado.
A polícia também busca testemunhas adicionais e imagens de monitoramento que possam ajudar a traçar o trajeto dos criminosos antes e depois da execução.



























