A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, no dia 12 de setembro de 2025, os dados mais recentes sobre a hanseníase no mundo, referentes ao ano de 2024.
O Brasil segue como um dos três países que concentram casos novos da doença, ao lado da Índia e da Indonésia, responsáveis juntos por quase 80% das notificações globais. Mato Grosso é o Estado com maior índice de hanseníase no Centro-Oeste. Balanço da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostra que em dez anos (1999-2018), o Estado registrou 63.779 ocorrências da doença.
A hanseníase é uma doença dermatoneurológica, que tem manifestação na pele, como a presença de manchas com alteração de sensibilidade. A parte neurológica vem do comprometimento dos nervos periféricos, responsáveis pela sensibilidade e motricidade. Por isso, a hanseníase é a única doença dermatológica que tem alteração de sensibilidade na pele.
A prevenção consiste no diagnóstico de todas as pessoas o mais rápido possível, e tratar para que as pessoas evitem a transmissão, bem como examinar todos os contatos, especialmente os domiciliares. A transmissão da doença deixa de ocorrer no início do tratamento.
Já entre as mulheres, durante o período gestacional, a imunidade diminui, deixando a mãe mais predisposta a apresentar os sintomas da doença. Uma mulher que tem hanseníase, mesmo que em tratamento, pode enfrentar problemas na gestação, com o agravamento da doença. Além disso, o bebê corre o risco de nascer prematuro e com baixo peso, além de poder apresentar sequelas. A mãe também pode sofrer algumas ocorrências indesejadas, como a pré-eclâmpsia e a anemia.
O recomendado é que a mulher evite engravidar no período em que está fazendo o tratamento e planeje o bebê para depois que estiver definitivamente curada. Mas, caso a mulher engravide estando infectada, ela deve procurar o serviço médico para que o tratamento seja iniciado.
TRATAMENTO – Caso a mãe já esteja fazendo o tratamento, ele não deve ser interrompido. No período da gestação, a mulher infectada, além de ter o acompanhamento de um obstetra, deve ter o apoio de um dermatologista. O acompanhamento de uma gestante com hanseníase deve ser muito maior que o realizado em uma mulher que não apresente a enfermidade.
AMAMENTAÇÃO – As mulheres que estiverem amamentando seus filhos não devem parar de tomar a medicação. Nem a gravidez e nem o aleitamento contraindicam o tratamento padrão para a doença. Os remédios podem estar presentes no leite materno, mas não causam nenhum problema para a criança.
Em 2025, as diretrizes de saúde reforçam que a hanseníase na gestação tem cura, e o tratamento com a Poliquimioterapia (PQT) deve ser mantido, pois é seguro para a mãe e para o bebê. A interrupção do tratamento por medo pode causar danos permanentes, como a exacerbação da doença e lesões nervosas. O combate à doença requer estratégias integradas, ampliação do acesso à saúde e enfrentamento do estigma associado à hanseníase.






























